6 de novembro de 2007
Mayra Andrade !!
Lua...
Fica ku mi màs um cuzinha..
dexan lambuxa na bo
limia nha corpo ku calma...
Lua...
Tunuca...
É nos ki baii
È nos ki bem
É nôs ki fika li mé!!
Nhôs da Más Amor pa mininos di rua...
Na praia ou na Luanda...
Minino na ragazz, homi di manham...
Mana sta noba bonita...
Manxi ta sunha acordado...
Fla ma pobreza ka pa el...
Ma trabadjo kre stal muito cansadoo...
Esta minha parente anda a cantar muito!!!!!!!!
4 de novembro de 2007
Africanidade
Porque é que um mano já não pode soltar a sua africanidade através da sua old school carapinha hairstyle que começam logo a dizer que um gajo está feio? Damn!
Preto que é preto não desfriza o cabelo nem mete gel nem essas mariquices. Nhôs lembra tempo ki ka tinha spedju, tempo di guentis grandi ku cabelo na tchada... era bonito né? Ta daba statuto propi, kenha ki ka tinha si afro ka era ninguem, más góssi? hoji em dia homi cadera grós ta desfriza, ta fazi trancinha, ta poi rolo, bandelete? a nhôs? troça propi... pretu ki é pretu é pé na txon cabelu bedju na céu cima nhordez kré!
"A nossa vida é uma geometria"
Vinhamos no comboio (moi et duas friends) e de forma (in)consciente tive este rasgo mental que me manteve ocupado (mas não inacessível) parte da viagem. Por momentos regredi às aulas de Geometria Descritiva com o professor António Carapinha (melhor prof. de sempre!) que eram sempre um desafio às nossas percepções do espaço e capacidade de orientação abstracta. Ora puxei para aqui e para ali e consegui chegar à conclusão...
A nossa existência é tal e qual um exercício de geometria descritiva, partimos do nada em direcção ao vazio em busca do tudo. Para isso tentamos sempre orientar o nosso ponto de fuga entre a Linha de Terra e a Linha de Horizonte, colocando objectivos em pontos exteriores, fintando a virtualidade e a abstração e projectando a nossa realidade através da intercepção física. Muitas vezes por má interpretação das coordenadas damos por nós num quadrante pouco favorável. Aí a resolução do exercício passa por fixar pontos exteriores e fazer a necessária extrapolação, em muitas situações pode ser necessário rebater uma realidade na sua totalidade para outro quadrante... uma questão de sobrevivência.
Por vezes o plano em que nos encontramos colide com outros que evoluem paralelamente ao nosso. Nessas alturas, como animais sociais que somos, devemos dar sempre um pulinho até lá e voltar sempre que quisermos já que em dois pontos distintos no espaço existe um segmento bidireccional que os contém... há que ter sempre em consideração os declives que podem dificultar ou favorecer as nossas incursões.
O método passa por conhecer e saber localizar o nosso corpo no espaço para a partir daí explorar e preencher o vazio existêncial. Objectivo? O infinito! Nada é inalcançável.
A nossa existência é tal e qual um exercício de geometria descritiva, partimos do nada em direcção ao vazio em busca do tudo. Para isso tentamos sempre orientar o nosso ponto de fuga entre a Linha de Terra e a Linha de Horizonte, colocando objectivos em pontos exteriores, fintando a virtualidade e a abstração e projectando a nossa realidade através da intercepção física. Muitas vezes por má interpretação das coordenadas damos por nós num quadrante pouco favorável. Aí a resolução do exercício passa por fixar pontos exteriores e fazer a necessária extrapolação, em muitas situações pode ser necessário rebater uma realidade na sua totalidade para outro quadrante... uma questão de sobrevivência.
Por vezes o plano em que nos encontramos colide com outros que evoluem paralelamente ao nosso. Nessas alturas, como animais sociais que somos, devemos dar sempre um pulinho até lá e voltar sempre que quisermos já que em dois pontos distintos no espaço existe um segmento bidireccional que os contém... há que ter sempre em consideração os declives que podem dificultar ou favorecer as nossas incursões.
O método passa por conhecer e saber localizar o nosso corpo no espaço para a partir daí explorar e preencher o vazio existêncial. Objectivo? O infinito! Nada é inalcançável.
Subscrever:
Comentários (Atom)