Para os que não me sabem: Se eu não tivesse entrado no curso pelo qual sou licenciado, teria entrado em Arquitectura, pois era a minha segunda opção no boletim de candidatura. Sim, tinha notas para entrar, "nas calmas". Optei pelo caminho mais complicado, mas mais desafiador ;)
28 de março de 2011
22 de março de 2011
Recorte para ontem.
BORGES, Narciso, Habitação: Um Direito a Branco e Preto, 2008, ISCSP-UTL
21 de Março, Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
18 de março de 2011
Breaking News: Cobras e Lagartos em Marvillage White House
Esta manha, por volta das 09:30, um grupo de transeuntes testemunhou um momento National Geografic em Marvillage White House. Um astuto inquilino rastejante (sem maneiras) fez o matabicho a 3 metros do solo. O prato foi uma osga bem gordinha, com um aspecto mutante.
Pouco depois, o réptil poiquilotérmico sem patas retomou a seu rumo, dando continuidade à sua existência em parte incerta, algures em Marvillage White House...
As obras em redor do edifício e o fim da época de hibernação para a bicharada endotérmica prometem mais momentos National Geografic. Voltaremos a transmitir quando surgirem novos motivos de reportagem
A osga come os insectos para se manter; a cobra come a osga e rastejantes de menor porte para sobreviver; o homem mata a cobra por puro gozo e o Homem mata-se a si mesmo por estupidez. O planeta auto-regenera-se e segue o seu rumo, como tem feito desde o inicio dos tempos.
16 de março de 2011
Os primeiros 40 minutos do dia
Porque é que há pessoas que tiram a publicidade do correio e atiram para o chão da entrada do condomínio? Porque é que há pessoas que nunca fecham a porta do prédio onde vivem? Porque é que há pessoas que deixam os sacos de lixo ao lado do caixote? Porque é que há pessoas que sacodem tapetes e toalhas de mesa à janela, bombardeando quem passa com sabe-se lá o quê? Porque é que os passeios estão sempre cheios de m**** e escarros? Como é possível o ser humano fazer tanto lixo? Porque é que há automobilistas que buzinam por tudo e por nada? Porque é que as pessoas estão sempre com pressa? Porque é que há pessoas que saem das lojas e atiram a respectiva facturazinha para o chão? Porque é que há pessoas que urinam em todas as esquinas e ruelas, confiantes nos benefícios da urina para o bem-estar da comunidade? Porque é que há pessoas que atiram as beatas de cigarro para o chão? Porque é que há pessoas que comem/bebem nos transportes públicos e deixam embalagens/garrafas/latas/cascas de banana/caroços/guardanapos no interior das carruagens e afins? Porque é que há pessoas que cortam as unhas nos transportes públicos e deixam ficar a queratina como oferta para a próximo passageiro que se sentar? Porque é que há pessoas que quando terminam de ler o respectivo jornal, "guardam-no" em cima das ranhuras do ar condicionado do comboio? Porque é que há pessoas que colocam os pés em cima dos assentos nos transportes públicos? Porque é que as pessoas fazem tanto barulho quando comunicam umas com as outras? Porque é que há pessoas que apenas conseguem olhar para o próprio umbigo? Porque é que há pais que permitem que os filhos se tornem imbecis? Porque é que há filhos que permitem que os pais continuem a fazer tanta imbecilidade?
14 de março de 2011
Day 24 Something Embarassing In Your Room:
Não me causa embaraço, mas tenho um penico azul em cima de um bloco de gavetas. O recipiente de urina foi-me entregue nos primeiros dias de Faculdade (2003) e fazia parte do kit-caloiro. A maioria das pessoas (99,99999999999999999999%) estaciona a tigela com alça debaixo da cama e dá-lhe a utilidade de vaso sanitário portátil. Na minha vida, um penico assume a função de porta-correspondência indesejada e tumba de moedas pretas, feias e embaraçosas.
As coisas têm a importância e a utilidade que nós lhes atribuímos. É tudo uma questão de coragem e atrevimento para abraçar o sentido prático da vida e das coisas. Durante anos usei um prego de aço como chave de um cadeado. Um vizinho meu, quando se esquecia das chaves de casa abria a porta com uma garrafa de TriNaranjus. O MacGyver era capaz de sair de uma situação de encarceramento com um simples "paper clip" e um relógio de pulso comprado nos indianos. Por outro lado, o Michael Scofield tinha um curso superior e demorou uma temporada temporada inteira a fazer aquilo que o MacGyver fazia em 10 minutos!
Day 26 A Picture From One Of The Greatest Days Of Your Life
Em todos os grandes momentos da minha vida estive demasiado ocupado a viver o momento, nem me lembrei de registar fotograficamente. Por mais moderna que seja a máquina, há PORMAIORES e experiências multidimencionais que escapam à objectiva.
Next...
10 de março de 2011
A minha folha A4
Os que olham de lado para este movimento afirmam que reivindicamos para nós mesmos tudo aquilo que criticamos. Eu não reivindico uma "zona de conforto" ad eternum até porque gosto de me sentir livre, gosto de desafios e isso não combina com o comodismo que um "emprego para a vida" proporciona. Os nossos pais vivenciaram e participaram numa revolução, mas não conseguiram fazer mais porque estiveram sempre demasiado ocupados a criar, educar e a preparar toda uma geração para o futuro. Graças aos sacrifícios que fizeram por nós, hoje somos a geração com mais qualificações da história deste país, temos conhecimentos e instrumentos mais do que suficientes para lutar por um país melhor. Acima de tudo, temos a liberdade para refutar tudo aquilo que não nos serve. No próximo Sábado não há desculpas para ficar em casa no país onde os bancos são resgatados da bancarrota enquanto a maioria dos cidadãos apenas sobrevive. Não vou ficar em casa porque a crise financeira e a crónica falta de crescimento económico não explicam o rumo que Portugal tem seguido. Vou participar no Protesto da das Geração Gerações à Rasca porque não consigo ficar parado/calado enquanto o país é gerido com os 4 Poderes unidos pela "Lei de Ferro da Oligarquia". Não penso em faltar porque tenho amigos que estão tão enrascados que não vão poder estar presentes. Vou descer a Avenida porque não estou de acordo com políticas que promovem muito Estado para a Economia e pouco Estado para o Cidadão. Não quero que o Estado providencie para mim, quero condições para poder providenciar para mim. Quero ter a liberdade e condições para crescer e evoluir no país que me formou e onde me tornei pessoa... Quero ser livre e sentir-me valorizado no meu país, junto dos meus amigos e da minha família.
Para os que dizem que esta manifestação não vai dar em nada: folheiem qualquer jornal e contem as frequências das palavras "juventude", "rasca" e "precariedade". Faltam dois dias e muita gente já se sente incomodada.
Abraços e Beijinhos (em especial para @s amig@s que se viram forçad@s a emigrar)
Abraços e Beijinhos (em especial para @s amig@s que se viram forçad@s a emigrar)
8 de março de 2011
Chullage:
"Há vários portugais mas podia haver só um... Outro portugal é possível se a luta for comum"
7 de março de 2011
Um dia destes perdi o velhinho 6610...
e quase que não me preocupei muito!
Quando dei conta que o meu regresso a casa estava a processar-se com uma leveza angelical pensei para mim mesmo: Nar6, é apenas um telemóvel... um telemóvel com quase 10 anos de vida... let it go...
Após muita luta e confronto comigo mesmo, decidi meter os pés no comboio, voltar para trás e resgatar o aparelho. As esperanças não eram muitas, até porque a estação de Braço de Prata não é propriamente o centro civilizacional (que fique bem claro que não tenho nada contra os autóctones de Braço de Prata, a verdade é que a estação fica bem para lá do fim do mundo!).
Para meu espanto, quando chego ao local e estabeleço contacto visual com o banco onde estive sentado, vejo o telemóvel exactamente na mesma posição, intocável... Mas o que me deixou verdadeiramente perturbado foi o facto de à beira do telemóvel estarem sentadas duas pessoas e nas imediações desse banco uns 20 indivíduos... e ao longo da plataforma algumas dezenas de pessoas... Epá, tenho a certeza que viram o famigerado objecto semi-abandonado, mas não arriscaram tocar nele - qual maçã envenenada ou envelope com antrax... ou então pensaram que era uma "pegadinha" para os Poster's de qualquer coisa.
Quando dei conta que o meu regresso a casa estava a processar-se com uma leveza angelical pensei para mim mesmo: Nar6, é apenas um telemóvel... um telemóvel com quase 10 anos de vida... let it go...
Após muita luta e confronto comigo mesmo, decidi meter os pés no comboio, voltar para trás e resgatar o aparelho. As esperanças não eram muitas, até porque a estação de Braço de Prata não é propriamente o centro civilizacional (que fique bem claro que não tenho nada contra os autóctones de Braço de Prata, a verdade é que a estação fica bem para lá do fim do mundo!).
Para meu espanto, quando chego ao local e estabeleço contacto visual com o banco onde estive sentado, vejo o telemóvel exactamente na mesma posição, intocável... Mas o que me deixou verdadeiramente perturbado foi o facto de à beira do telemóvel estarem sentadas duas pessoas e nas imediações desse banco uns 20 indivíduos... e ao longo da plataforma algumas dezenas de pessoas... Epá, tenho a certeza que viram o famigerado objecto semi-abandonado, mas não arriscaram tocar nele - qual maçã envenenada ou envelope com antrax... ou então pensaram que era uma "pegadinha" para os Poster's de qualquer coisa.
Nos momentos que se seguiram, 10 pensamentos encadeados congestionaram o meu cérebro:
1. Tanta gente nas imediações do telemóvel e ninguém atendeu as chamadas que efectuei a partir de outro telemóvel?
2. Porque é que estão a olhar para mim com esse ar de desconfiança? O telemóvel é meu por isso não me olhem assim!
3. O sentido de comunidade está pelas ruas da amargura. Ninguém foi capaz de agarrar no telemóvel e procurar saber quem é o proprietário (pelo menos era o que eu faria).
4. Portugal é um país seguro, onde podemos deixar os nossos pertences no meio da rua sem nos preocuparmos com a larapiagem.
5. Já não há gatunos como antigamente.
6. Porra! Acabo de perder um motivo de força maior para adquirir um telemóvel novo.
7. Estou alinhado com os astros e só não me sai a sorte grande porque não jogo.
8. O meu velhinho 6610 (que após uma queda inexplicável está enrolado em fita-cola para não se desintegrar) está tão ultrapassado em termos de (in)utilidades que ninguém pega nele.
9. Boa! Mais um bom motivo para o manter por mais 10 anos.
10. O Universo acaba de me dar mais uma lição acerca do mundo material(izado).
4. Portugal é um país seguro, onde podemos deixar os nossos pertences no meio da rua sem nos preocuparmos com a larapiagem.
5. Já não há gatunos como antigamente.
6. Porra! Acabo de perder um motivo de força maior para adquirir um telemóvel novo.
7. Estou alinhado com os astros e só não me sai a sorte grande porque não jogo.
8. O meu velhinho 6610 (que após uma queda inexplicável está enrolado em fita-cola para não se desintegrar) está tão ultrapassado em termos de (in)utilidades que ninguém pega nele.
9. Boa! Mais um bom motivo para o manter por mais 10 anos.
10. O Universo acaba de me dar mais uma lição acerca do mundo material(izado).
2 de março de 2011
1 de março de 2011
“Os escravos não organizavam protestos, nem iam para a rua, graças a Deus”
por Isabel Stilwell, em directo, no Prós e Contras do dia 28 de Fevereiro de 2011
Como manda a tradição de botabaixismo português, a maioria das pessoas diz que o protesto não vai dar em nada! Eu não sou quinhentoseurista, nem recibo verde, mas lá estarei... Por mim, pelos meus familiares, pelos meus amigos, pelos meus conhecidos, por quem vai lá estar e por quem não vai poder ir, pelos meus filhos que hão-de vir e até pelos que vão assistir a tudo no conforto do sofá à frente de uma tela com selo HD.
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