30 de maio de 2011
28 de maio de 2011
Evoluir para novos medos
Medo do "não". Medo da rejeição. Medo da doença. Medo de sair de casa porque o perigo pode estar em qualquer esquina. Medo do desconhecido! Medo do escuro. Medo de morrer e não ir para o paraíso. Medo do alcoólico, do toxicodependente, do sem-abrigo, do cigano, do ex-recluso que procura emprego. Medo da situação de desemprego. Medo da pobreza. Medo de estar/ficar sozinho. Medo de circular na Linha de Sintra e nas ruelas do Martim Moniz depois de anoitecer. Medo das dinâmicas funcionais do planeta. Medo do aumento dos preços. Medo do que os outros possam vir a pensar de nós. Medo do FMI...
Limitamos as nossas acções, os nossos desejos e escondemos os nossos sonhos. Erguemos muros e prolongamos barricadas! O medo paralisa ao ponto de cedermos os nossos direitos! Elegemos pessoas que façam a gestão da nossa segurança física, social e moral. Em troca cedemos a nossa intimidade, a nossa privacidade, os nossos direitos individuais, sociais, económicos e as nossas liberdades políticas. Recebemos de volta uma versão poética dos Direitos Humanos para nos entretermos enquanto procedem à ocultação dos Direitos de Cidadania.
O medo é o meio mais eficaz de controlo social, eles sabem-no e, por conhecerem os nossos medos, assumem-se como salvadores da "donzela em perigo". Acenam-nos com o Direito de Voto e apelam ao voto útil = votar em quem tem maior probabilidade de ganhar. Tal como quando aprendemos o A-E-I-O-U, fazem-nos repetir para nós mesmos que não há alternativas, mesmo sem nunca as termos experimentado.
Graças a uma programação baseada no sentimento de insegurança, manchada com sangue da desgraça alheia, renovamos a memória do medo sempre que ligamos a televisão ou tentamos manter-nos informados.
Limitamos as nossas acções, os nossos desejos e escondemos os nossos sonhos. Erguemos muros e prolongamos barricadas! O medo paralisa ao ponto de cedermos os nossos direitos! Elegemos pessoas que façam a gestão da nossa segurança física, social e moral. Em troca cedemos a nossa intimidade, a nossa privacidade, os nossos direitos individuais, sociais, económicos e as nossas liberdades políticas. Recebemos de volta uma versão poética dos Direitos Humanos para nos entretermos enquanto procedem à ocultação dos Direitos de Cidadania.
O medo é o meio mais eficaz de controlo social, eles sabem-no e, por conhecerem os nossos medos, assumem-se como salvadores da "donzela em perigo". Acenam-nos com o Direito de Voto e apelam ao voto útil = votar em quem tem maior probabilidade de ganhar. Tal como quando aprendemos o A-E-I-O-U, fazem-nos repetir para nós mesmos que não há alternativas, mesmo sem nunca as termos experimentado.
Graças a uma programação baseada no sentimento de insegurança, manchada com sangue da desgraça alheia, renovamos a memória do medo sempre que ligamos a televisão ou tentamos manter-nos informados.
Estamos demasiado distraídos para chegar à conclusão que os agentes que estão na origem de um problema nunca serão parte da solução de um problema que já se tornou crónico; Estamos excessivamente fidelizados ao modelo para olharmos para outras direcções.
Mudamos de casa, de emprego, de carro, de telemóvel, de penteado, de roupa... mudamos a cor das unhas, mas temos medo da verdadeira mudança. Não corremos riscos por medo de perder tudo o que ainda não nos demos ao trabalho de tentar ter.
E muitos alimentam a esperança que numa sexta-feira à noite serão presenteados com uma sorte grande que os permitirá mudar de vida e evoluir... para outros medos.
25 de maio de 2011
Gentinha que não tem o que fazer !!!
No preciso momento em que comecei a escrever este post, os registos de tráfego marcavam cinco mil cento e quarenta e sete pares de olhos (desde Maio de 2010 - o blogger não tem estatísticas mais antigas). Nada mau para quem escreve pouco e só muito de vez em quando. Porém, acredito que: 5139 vieram cá parar por engano; 7 são cavalos de troia; 3 são meus familiares que fizeram incursões pelo meu departamento tecnológico e click atrás de click entraram na minha página; 1 é assistente de bordo e tem parado em todas as capelinhas mundiais para picar o ponto neste estabelecimento.
A nossa vida é uma geometria é o post mais lido. Teoria 1: estudantes de Geometria Descritiva a tentar batotar!
O post Identidade fecha o top10 dos mais lidos. Teoria 2: pessoas que acabaram de conhecer os modelos explicativos de Sigmund Freud e estão a tentar aprofundar a matéria, mas que acabaram por não aprender nada aqui!
Portugal, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Catar, Cingapura, Alemanha, República Checa (por esta ordem) dominam a origem dos cliques. Mas tenho cliques dos Territórios Palestinianos à Nova Zelândia, passando pelo Burkina Faso.

Legenda: "Os mais desocupados, por país de origem"
23 de maio de 2011
A presença pesa mais do que ausência
As pessoas que mais estimo são aquelas que, após longa ausência, conseguem sintonizar e retomar a relação no ponto em que tudo ficou. Conseguem olhar, pular, rir, chorar, partilhar e apreciar uma musica como se tivessem estado juntas ontem. Não perguntam nada porque sabem que as perguntas escondem julgamentos; Não julgam porque sabem que nem todos vivem na ilusão da linearidade do espaço e do tempo. Estas pessoas optam por, sem dizer nada, demonstrar que a presença pesa mais do que a ausência.
Trompe-l'oeil
Uma das maiores alarvidades que ouvi nesta minha curta existência foi: "Como é que podes gostar de tantos estilos musicais? Isso é falta de personalidade!".
Na cabecinha dessa criatura de deus cada ser nasce com um propósito apenas, "the one and only". E eu, por ouvir acid jazz, rock, ska, blues, house, dnb, punk, soul, afrobeat, bolero, fado, musica clássica, etc., sou uma pessoa desprovida de personalidade. Aos olhos deste amigo, uma pessoa que abraça sonoridades com a alma aberta e que galga terrenos para lá das fronteiras de si mesma devia procurar ajuda psicológica e tomar vitaminas que fomentem o crescimento da personalidade.
Há pessoas que preferem o branco ao preto, o bonito ao feio e escolhem o 2 em vez do 7; há pessoas que se vestem apenas de preto; há pessoas que desprezam o infinito e há pessoas que dizem que rap é musica de pretos. Há pessoas que escolhem, segregam, marginalizam... E fazem-no em pleno direito! Mas eu estou cá pela universalidade do todo, não me interessa em que língua é cantada nem em que ritmo flui. O meu quintal é demasiado claustrofóbico para aquilo que pretendo ser/fazer/ver/ouvir/sentir sou.
A minha "roupagem" diária tem todas as cores possíveis porque cedo aprendi que me cumpro mais rapidamente aceitando todas as vias possíveis e nenhuma em particular. Tento sempre ser o cidadão universal que abraça tudo o que o infinito proporciona e acredito que isso pode assumir-se como um treino para conseguir interpretar um mundo onde as barreiras deixam de ser visíveis, onde tudo tende para a cultura universal, sem limites nem barreiras à expansão daquilo que somos verdadeiramente.
PS: Este som é perfeito! Mas não o é apenas por dar voz a instrumentos típicos de várias culturas, nem por juntar executantes oriundos dos quatro cantos do mundo. Apoiando-me (e descontextualizando) numa expressão que aprendi nas longínquas aulas de design, eu diria que esta musica é trompe-l'oeil... A melhor parte nem sequer é audível.
16 de maio de 2011
1: O nível de cusquice que define uma parte da sociedade moderna é proporcional ao nº de login's que determinada pessoa faz na sua rede social preferida.
2: O grau estupidificação de uma sociedade e o culto pela palermice/parvoice/imbecilidade está amplamente correlacionada com o tipo de informação mais frequentemente partilhada.
3: A auto-estima de determinada pessoa é igual ao produto de "0" com o número de postadas diárias alusivas às suas frustrações pessoais.
4: Quanto maior o número de fotografias pessoais colocadas online, maior a necessidade de um abraço não-virtual.
5: A basófia e a auto-promoção deviam ser decretadas património imaterial da humanidade.
6: A (i)maturidade individual resulta do modo como cada um utiliza a liberdade de expressão.
7: Mais uma vez: qualquer rede social criada pelo homem defunta no exacto momento em que o primeiro ser humano faz o seu registo
2: O grau estupidificação de uma sociedade e o culto pela palermice/parvoice/imbecilidade está amplamente correlacionada com o tipo de informação mais frequentemente partilhada.
3: A auto-estima de determinada pessoa é igual ao produto de "0" com o número de postadas diárias alusivas às suas frustrações pessoais.
4: Quanto maior o número de fotografias pessoais colocadas online, maior a necessidade de um abraço não-virtual.
5: A basófia e a auto-promoção deviam ser decretadas património imaterial da humanidade.
6: A (i)maturidade individual resulta do modo como cada um utiliza a liberdade de expressão.
7: Mais uma vez: qualquer rede social criada pelo homem defunta no exacto momento em que o primeiro ser humano faz o seu registo
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