26 de janeiro de 2010

Carta escrita em 2070 DC

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Um exercício mental, que é mais do que uma mera especulação e que se torna assustador porque dia após dia assistimos serenamente e participamos activamente na destruição do nosso planeta.
 
Ano 2070. Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.  Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha cinco anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar  de um banho de chuveiro... Agora usamos toalhas de azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes, o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje, os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava - pensávamos que a água jamais podia acabar.





Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber eram oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.





A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo e tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado já que as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a camada de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.






A industria está paralisadas e o desemprego é dramático. As fábricas desalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-nos em água potável os salários. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética.  Pela ressequidade da pele, uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não parece haver solução possível.  Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de  árvores e isso ajuda a diminuir o coeficiente intelectual das novas gerações.



Alterou-se também a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos e como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo cobra-nos pelo ar que respiramos (137 m3 por dia por habitante adulto). As pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas". Estas estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam a energia  solar. Embora não sendo de boa qualidade, pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países existem manchas de vegetação normalmente perto de um rio,  que é fortemente vigiado pelo exercito. A água tornou-se num tesouro muito cobiçado - mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há arvores, porque quase nunca chove e quando se registra precipitação, é chuva ácida. A estação do ano tem sido severamente alterada pelos testes atómicos.

Advertiam-nos que devíamos cuidar do meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder  pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente, ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água? Então, sinto um nó na garganta; não deixo de me sentir culpado, porque pertenço à geração que foi destruindo o meio ambiente ou simplesmente não levamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto, quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra!

O texto saiu na revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de abril de 2002. As imagens furtei algures.

gostonãogosto

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Ora bem, blog que é blog tem de ter um post da tipologia "gosto não gosto" de algo, a modos que...

Gosto de pessoas simples mas não demasiado básicas; Gosto de pessoas emotivas, coloridas e expressivas que saibam soltar largos sorrisos e gargalhadas, apanhando toda a gente desprevenida; Gosto de pessoas positivas e que conseguem transmitir isso no mínimo que fazem; Gosto de pessoas com a cabeça no lugar, isto é, na lua... que tenham uma pancada crónica que as distinga dos normalóides deste mundo; Gosto de pessoas que não transmitam um ar demasiado sério... que se riem delas mesmas e que não tenham problemas em brincar como fizeram em criança; Gosto de pessoas que conseguem manter a originalidade mesmo seguindo todas as tendências; Gosto de pessoas pouco apegadas à matéria; Gosto de pessoas discretas que observam o mundo sem serem vistos; Gosto de pessoas que conseguem ter uma conversa que pode começar com uma curiosidade sobre a diminuição da pluviosidade, passar pela cor dos atacadores dos ténis e terminar com um raciocinio sobre situação política que se vive actualmente na Nigéria; Gosto de pessoas que sabem aceitar as diferenças dos outros sem julgar; Gosto de pessoas que adoram aprender, que tenham a mente e espírito sempre abertos; Gosto de pessoas que saibam estar caladas quando não têm nada a dizer e que saibam quando é altura de parar de falar para ouvir; Gosto de pessoas que guardam dos outros apenas os aspectos positivos; Gosto de pessoas com sensibilidade para a beleza deste mundo e para o sofrimento dos outros; Gosto de pessoas cuja forma de ser provoca saudades. Não quero com isto dizer que não gosto das pessoas que sejam o oposto, eu gosto de toda a gente, mas não sou hipócrita, gosto mais de uns do que de outros ;)

25 de janeiro de 2010

Bem-estar psico-bio-físico e espiritual aka perfeição aka felicidade.

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Todos os crentes procuram ser perfeitos como o Deus idealizado na doutrina que seguem, tentado seguir as Suas divinas peugadas. Todos os não-crentes procuram atingir a perfeição, procurando nos seus semelhantes aquilo que gostariam de ser.

Um dos segredos que demoramos uma vida inteira a desvendar é o facto de todos nós nascermos completos e termos gravado em nós mesmos o trajecto que precisamos percorrer para atingirmos o nosso bem-estar psico-bio-físico e espiritual aka perfeição aka felicidade. O maior erro que cometemos é aceitar as coordenadas ditadas em livros, revistas, contos da Cinderela, novela das nove e idiossincrasias de Hollywood. Caminhos que interiorizamos a toda a hora e que nos fazem procurar externamente algo que apenas é possível encontrar internamente.  O ideal de felicidade propagandeada em todos os meios fazedores de opinião e atitudes passa por: Ser esbelto, branco (preto só se for clarinho), alto, musculado, dentes direitinhos,  loiro, olhos azuis, ser popular junto do sexo oposto... Ser rico, ir de férias 6 vezes por ano, ter 7 carros de alta cilindrada (um para cada dia da semana)  comprar as melhores roupas e acessórios e ter sempre o último modelo da tecnologia da moda... Ter uma profissão bem remunerada e com um certo status social associado: médico, advogado, engenheiro ou gestor. Ser professor, psicólogo, sociólogo, assistente social, canalizador ou carpinteiro está fora de questão porque jamais serão profissões dignas, nem mesmo se actividade exercida estiver integrada na realização pessoal.

Se não conseguirmos aplicar esta receita nas nossas vidas, as revistas e programação cor-de-rosa  difundem outra ideia que passa por acreditarmos que um dia iremos encontrar alguém com as medidas certas e aí teremos de fazer o possível e o impossível para juntar as escovas de dentes com essa pessoa de modo a sermos felizes. Quase sem darmos conta, damos por nós no meio de um jogo espelhado de aparências e com a ideia de que o nosso futuro depende de terceiros cujas espáduas suportarão o peso da nossa felicidade (é muito mais fácil do que sermos nós a arcar com peso). Até encontrarmos esse ser ideal tod@s @s que não se enquadrem no modelo de perfeição idealizado por nós não passam de meros acessórios que devem ser postos de parte a médio prazo, porque apesar de gostarem de nós e de nos tratarem muitíssimo bem, não reúnem as condições mínimas exigíveis para uma convivência ad eternum. Contudo, não devemos privar-nos da diversão nem de satisfazer as nossas necessidades com esses inaptos, nem que seja apenas para não nos sentirmos sós. Por outro lado, na nossa cabeça a única coisa que realmente importa é encontrar o “único e verdadeiro amor”, casar com esse “único e verdadeiro amor” e ser feliz para sempre com "o único e verdadeiro amor" (pelo menos até haver alteração de algum dos pressupostos enumerados anteriormente ou a pessoa simplesmente evoluir ou desenvoluir (de acordo a perspectiva de cada um), alterando os seus comportamentos e essência do seu parecer ser de forma a ir atrás da sua felicidade).   Passamos dias  e noites a construir castelos no ar e fantasias sem fim... por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções dignas de uma  "Telenovela das 9".  E quando tudo se desmorona é muito mais fácil culparmos a pessoa que estava do nosso lado, um amigo ou amiga porque pensamos que, se tivessem ido de encontro dos nossos planos e objectivos tudo seria diferente, para melhor. Ou seja, está tudo feito para que interiorizemos que a nossa felicidade e infelicidade dependem dos outros. 

Temos de parar de colocar nos ombros de quem está ao nosso lado a total responsabilidade da nossa felicidade,  ignorando que essa responsabilidade é exclusivamente nossa. Estar em boa companhia deve ser apenas a cereja no topo do bolo, isto é, uma vertente do nosso bem-estar psico-bio-físico e espiritual aka perfeição aka felicidade. Para isso precisamos conhecer os confins das nossas existências,  assim como saber explorar as nossas capacidades; Existir e ser independente em todos os aspectos da vida; Criar os nossos próprios conceitos ao invés de ser um reflexo de tudo o que os media e a sociedade ditam. Precisamos, acima de tudo, de conhecer e aprender a conviver com a pessoa que vemos todos os dias no espelho e que acreditamos estar no nosso lugar.

Correio do Leitor: Carissimo Sr. Dr. Nar6, uma vez atingida essa iluminação existencial é possível alcançar esse bem-estar psico-bio-físico e espiritual aka perfeição aka felicidade que o sôtor preconiza?

 Pseudo-Moralista Nar6: Estimado leitor. Não sei. A mente humana é uma incógnita. Mas tenho a certeza que fica mais fácil lá chegar. Ser feliz ou infeliz não depende de outrem,  somos nós que regemos o nosso destino. Sucessos ou fracassos são subprodutos das nossas atitudes construtivas ou destrutivas.  

Inspirado em fragmentos do raciocínio de alguém,  que furtei descaradamente algures.

18 de janeiro de 2010

Chicken a la Carte. (Vejam o vídeo até ao fim)

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Postei este video há uns tempos num Fórum... o meu comentário nesse tópico foi este:
Acho que toda a gente mete comida no lixo, por mínima que seja a quantidade, quando há fartura é assim, diz o meu velho. Não vale a pena apontar o dedo às cadeias de fast food porque elas são o que são graças a nós, aos nossos hábitos e costumes... À essa fineza que nos faz dar apenas uma trincada e arrumar para o lado... Quem faz isso no mac e afins&tal tb faz em casa... Quantas vezes começamos a comer e passado um pouco não nos apetece mais e vai tudo para o lixo?

Algures, durante esta manhã, via sms.

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Ela: Bom dia, Kamba! Olha hás-de ler as páginas finais do Destak. Há lá uma pequena secção de respostas dos leitores a uma questão sobre a ajuda humanitária do Haiti...olha...com cada baboseira...oh povo ignorante!

Eu: Esses comentários no Destak e noutros sítios são a prova de que a infoinclusão do povo tem servido mais para globalizar a ignorância do que para instruir.

Debate 15 de Janeiro (Publicado na página 16 da edição do dia 18 de Janeiro de 2010)

Acha que as autoridades portuguesas deveriam reforçar a ajuda humanitária a enviar para o Haiti?

Comentários do dia

Partindo de uma base tipo caridadesinha,pois,e necessario,imperioso e urgente promover chas,jantares com musica e outros,que nao interfiram com o orçamento nacional e quedeixem ca algum.Em termos NACIONAIS,"jamais" como diriao outro.gastem em portugal sempre,pois quando ha catastrofes em Portugal nao se nota a contribuiçao do HAITI..
rui de melo |17.01.2010| 12:04H

Não. Não por ser contra alguém em particular, mas por só se lembrarem de alguém quando aparece na televisão e é "bonito" fazer caridade. Se querem realmente ajudar alguém lutem diariamente, mas diariamente, contra as violações dos direitos humanos (que levam à fome, tortura, prisão, desrespeito pelo ser humano, etc...) praticados todos os dias pelos ditadores "nossos amigos", caso Eduardo dos Santos (Angola). Mas aqui não convém mexer senão os amigos da Mota Engil, Soares da Costa e outros que tais perdem os contratos fabulosos que têm em Angola. Só interesse, nunca a necessidade das populações que passam fome e são diariamente espezinhadas mas que não têm as televisões a transmitir tudo isso para o mundo.
pedro lindo |16.01.2010| 16.19H

E se alguém provocou aquilo, e logo depois tentou um também na Venezuela? Investigue-se "HAARP" no youtube, e "CHEMTRAILS" também. Portugal necessita é de investigar bem o que se passa em vez de cair de novo na asneira de dar milhões para criar sistemas de segurança contra terramotos, milhões para as mãos de quem domina esse negócio e insistentemente o tenta impingir por todo o lado.
XICA |16.01.2010| 10.33H

Em minha opiniâo,Portugal não poderá prestar uma grande ajuda humanitária ao Haiti,porque há outros países melhor colocados para prestar essa ajuda,os EUA têm mais recursos e estão ali ao pé.Portugal poderá eventualmente numa fase posterior, vir a ajudar na reconstrução das infraestruturas daquele pobre País.
Graça |15.01.2010| 22.59H

AB não andas a par do que se passa no país? E então a tão falada simulação de terramoto foi o quê? Até teve direito a um sketch n' "Os Contemporâneos"!
pqp |15.01.2010| 18.26H

Com o devido respeito pelo jornal, tomo a liberdade de dizer o seguinte: Acho que a pergunta se devia enquadrar mais na eventualidade de ocorrer uma catástrofe destas em Portugal e se as autoridades portuguesas não deviam, desde já, acautelar uma eventualidade dessa natureza ?
alexandre barreira |15.01.2010| 14:37
Denunciar Infração?

“Só existem duas coisas infinitas: o universo e a ignorância do ser humano. E não estou certo sobre o universo...” - Albert Einstein




14 de janeiro de 2010

Teddy Pendergrass

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 RIP ETERNALLY (March 26, 1950 – January 13, 2010)









A minha primeira vez.

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AMI - CAMPANHA DE EMERGÊNCIA HAITI

Nestes últimos dias tenho vivenciado a primeira grande missão desde que estou na Assistência Médica Internacional. O Departamento Internacional está em alvoroço, telefonemas não param, pessoas a pedir o NIB para ajudar, pessoas a oferecerem-se para ir para o terreno, voluntários a entrar e a sair, entrevistas na comunicação social, hoje partiu uma equipa, amanha parte outra... todos fazem o seu papel e fazem-no bem.


Quem não se contenta em assistir a tudo em HD e quiser fazer parte pode...

Contribuir para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços



Mais informação sobre a Missão da AMI no Haiti aqui e também aqui

12 de janeiro de 2010

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Com a nova lei do Governo que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo (mas não lhes permite adoptar) como fica a tragicomédia portuguesa? Um homossexual pode ter um filho biológico? Pode. Um homossexual pode criá-lo? Sim. Um homossexual solteiro pode adoptar? Pode. E um homossexual casado com um heterossexual? Também. E um homossexual divorciado de um homossexual (ou de um heterossexual)? Sim, pode adoptar. E um homossexual casado com um homossexual? Não. Tudo, menos casados.

Joana Amaral Dias

10 de janeiro de 2010

A solidão mata.

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Solidão arrasta nove idosos para a morte em 12 horas

Janeiro e Fevereiro levam e o velho e o cordeiro", diz o adágio popular a admitir que aqueles meses são os mais ameaçadores para a vida dos idosos. Mas as nove mortes, sete homens e duas mulheres, que a PSP registou entre as 10.00 e as 22.00 de domingo apresentam características que violam a ordem natural da existência humana. Uns morreram abandonados, outros em situação de solidão, outros provavelmente às mãos de gente criminosa, e outros porque os desespero ditou o fim da linha.  Ler mais...

Muitos dos idosos que entravam no meu gabinete não apresentavam qualquer problema aparente e acredito que se deslocavam ao Centro de Saúde apenas para se sentirem menos sozinhos. Alguns respondiam apenas ao que eu perguntava, outros confidenciavam-me pormenorizadamente a forma como o marido se suicidou, o abandono que os filhos lhes sujeitaram, a situação de miséria em que viviam... Lembro-me de uma senhora que teve um AVC fulminante e esteve quatro dias imobilizada  no chão da cozinha sem ninguém dar por ela... São situações que quando temos conhecimento pensamos "Coitadinho/a" e de seguida sacudimos a água do capote com  um "É a vida..." porque são coisas que não nos dizem respeito, afinal de contas sou um mero desconhecido e nada posso fazer para melhorar a sua situação não é? Estas pessoas querem apenas ser ouvidas, mas em troca recebem apenas desprezo... Quantas vezes na paragem dos transportes públicos, na sala de espera do centro de saúde, na fila do supermercado alguém fala para nós e fazemos de conta que não é nada connosco? Quantas vezes ficamos tão incomodados ao ponto de rezar para que a chata pessoa se cale? Pois...

Cinco minutinhos das nossas vidas, um sorriso ou meia dúzia de palavras  fazem toda a diferença na vida destas pessoas. Guardo para sempre do ar aliviado com que saiam do meu gabinete e a forma calorosa como se despediam de mim.
 

1 de janeiro de 2010

O menino que concertou o mundo!

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Era uma vez…

Um cientista andava muito preocupado com os problemas do Mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Para isso passava dias inteiros trabalhando no seu escritório longe de distracções para assim poder estar mais concentrado na busca de encontrar as soluções das suas dúvidas.

Um dia, o seu filho de 7 anos conseguiu entrar no seu escritório e dizia ele, na sua ingenuidade, disposto a ajudá-lo a encontrar as soluções que seu Pai há tanto tempo andava a estudar e não conseguia resolver.

O Pai, por um lado não pretendendo magoar o filho que o queria ajudar e por outro na tentativa de lhe criar algo que o entretivesse durante muito tempo e assim ele poder ter o sossego suficiente para continuar concentrado nos seus estudos, lembrou-se de agarrar numa folha que tinha estampado o mapa-mundo e recortando-o criou um Puzzle com os diversos países e deu-lhe pedindo ao filho que juntasse as peças ajudando-o assim a concertar o mundo.

O filho lá ficou entretido a um canto procurando encontrar a solução do Puzzle enquanto seu Pai continuava preocupado na resolução dos problemas que afectavam o Mundo!

Qual não foi o espanto de seu Pai quando o filho pouco tempo depois lhe apareceu com o mapa-mundo todo certinho e dizendo-lhe que já não era preciso o Pai estar mais preocupado pois ele tinha já solucionado o problema.

O Pai que sabia que o filho não era conhecedor da disposição geográfica dos diversos países no mundo procurou saber como é que ele conseguira resolver o problema tão depressa. Aí ele explicou-lhe que inicialmente procurara juntar os países entre si mas que não o conseguira por que eles não se enquadravam uns com os outros. Entretanto virando os recortes ao contrário verificou que nas costas do mapa-mundo havia a imagem de um homem e assim tinha-lhe sido muito fácil resolver o problema do Mundo!

O meu "Amigo Secreto" ofertou-me este texto há umas semanas atrás. Não se sabe quem é o autor, mas é basicamente o meu único desejo todos os anos, todos os dias: Concertar o mundo tornando-me numa pessoa melhor.