29 de julho de 2011

Perdemo-nos para nos reencontrarmos?

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Antes de falar do tachismo e do inflaccionamento dos preços dos transportes públicos em Portugal, talvez deva partilhar as minhas novas rotinas. Mas só depois de falar desta época de mudanças. Acho que também devia escrever algo do género "eu avisei" e dedicar algumas linhas a todas as pessoas que não tiram os óculos de sol quando falam comigo, à sombra. Eu nem me considero uma pessoa importante para merecer tal gesto, mas... As formigas. Eu desvio-me delas para não me intrometer nos seus carreirinhos. O mesmo parágrafo podia conter todas as pessoas que sofrem do síndrome umbilical dilatado que utilizam uma suposta "personalidade forte" para serem grosseiras e malcriadas. Para adoçar, podia partilhar um video, a letra de uma musica, fotos do último jantar ou do carro que deu uma pirueta aqui na minha rua. A falibilidade também seria um bom tema a abordar. Acho que em 4/5 linhas chegaria à liberdade, porque tudo vai dar ao livre arbítrio... é por isso que eu não acredito que a minha opinião valha muito, porque é apenas isso, uma opinião. Não tenho nem quero ter vocação para ser um "fazedor de opinião", muito menos um intelectual, sem desprimor para quem o seja ou tenha ambição de o ser. Tudo o que escrevi ou venha a escrever aqui é falível porque deriva de experiências que dizem respeito a um ponto minúsculo do universo.
Antes de terminar podia abordar coisas mais interessantes, como por exemplo, o prazo de validade das palavras, o sol, as sombras que não são sombras. A água também está merecedora de um parágrafo. Alias, a mais pequena das partículas é digna de ser verbalizada! Tudo faz parte.


Depois de toda esta manobra de diversão e de terem chegado à conclusão que o título não tem nada a ver com o texto podia terminar com:

Na nossa terra também há pessoas com fome.

24 de julho de 2011

Língua Portuguesa se faz favor.

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Hoje em dia falar inglês não pode ser considerado um grande feito. Qualquer miúdo com 7 anos consegue expressar-se minimamente em inglês e qualquer ancião que não teve oportunidade de seguir os estudos tem Nova Oportunidade para aprender o que bem entender. Sendo assim, porque é que mais de metade das coisas que leio no mural da rede social da moda são escritos em língua inglesa? Somos anglófonos? Quando estamos na mesa de jantar, falamos inglês com os nossos pais e irmãos? Falamos inglês com a nossa avó? Falamos inglês quando vamos tomar um copo com colegas do trabalho/faculdade? Falas inglês comigo quando nos encontramos para tomar café? Pensamos/raciocinamos em inglês? Então porque é que vamos para as redes sociais comunicar com portugueses em inglês? Cidadão do mundo mas alto lá! Também integro a mesma  cultura que Camões, Eça, Pessoa e Saramago integraram.

No fundo é uma questão de falta de auto-estima de todo um país.