30 de dezembro de 2011

Memória Descritiva

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D'um espaço onde o branco das paredes resume e reflecte tonalidades que os pensamentos emanam.

Onde cortinados translúcidos valsam a sinfonia do vento, 

Revelando instantes em que o brilho do ocaso ofusca qualquer criação humana. 

 No sentido oposto, uma estante tão vazia como o destino

Remete-me para as eternidades que faltam conquistar.

Com o cair da noite, o ir e vir citadino rompe os cortinados e projecta-se diante dos meus olhos. 

São sombras reféns do espaço e do tempo

Que sentem na pele que o nosso tamanho há muito que transborda a linha temporal que nos contem.

O cair da noite do lado de lá da janela não equivale ao cair da noite do lado de cá

Há sempre luz onde existe vida

Em cima de um livro que nunca li, uma vela azul ameaça apagar-se perante o sopro do inevitável. 

A realidade vivida revela-se como um sonho onde tudo é verdadeiro e falso. 

Um espelho cego segreda-me: Sim, és tu. Sou eu em ti, tu em mim

Como se, momentos antes d' a porta se fechar, uma versão minha tivesse passado para o outro lado 
e tivéssemos seguido juntos. 

Ao centro, um gira-discos avariado difunde momentos que, embora fragmentados pelo tempo e pelo espaço, permanecem em repetição constante

As lacunas da espacialidade devolvem-me o eco do silêncio

E permitem-me ouvir de forma incessante os meus desejos mais profundos,

Desses que a gente jura que já se foram quando nós é que já não estamos.

Há desejos que continuam intactos, aguardando pelo dia em que os encararemos como nossos.

13 de dezembro de 2011

Falamos, falamos, e acabamos por ficar com medo do silêncio

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«Eu queria ver o Mundo fora da perspectiva egocêntrica europeia. Podia ter escolhido a Ásia ou a América do Sul, mas acabei por escolher África apenas porque o bilhete do avião era mais barato.Vim e fiquei. E por cerca de 25 anos vivi com um pé dentro e outro fora de Moçambique. O tempo passou, e hoje já não sou mais um jovem, de facto, aproximo-me da velhice. Mas a razão porque vivi toda a minha vida com um pé nas areias de África e o outro na neve europeia, na melancólica região de Norrland na Suécia, onde cresci, tem a ver com a vontade de ver claro e de compreender.

A maneira mais simples de explicar o que aprendi da minha vivência em África é através da parábola acerca do porquê dos seres humanos terem dois ouvidos mas só uma língua. Porquê? Provavelmente porque devemos ouvir duas vezes mais do que falar.

Em África, ouvir é um princípio de conduta. Princípio esse que foi perdido no constante tagarelar no mundo ocidental, onde ninguém parece ter tempo nem mesmo interesse para ouvir o outro. Da minha própria experiência, reparei quão rápido tinha que responder a perguntas durante uma entrevista na TV há uns anos atrás. É como se tivéssemos perdido completamente a capacidade de ouvir. Falamos, falamos, e acabamos por ficar com medo do silêncio, refúgio de quem procura serenamente uma resposta.

Tenho idade para me lembrar de quando a literatura Sul Americana emergiu na consciência popular e mudou para sempre a nossa visão da condição humana e do que significa ser-se humano. Agora acho que chegou a vez de África.


Por toda a parte, gente do continente Africano escreve e conta histórias. Em breve a literatura africana explodirá na cena mundial, tal como há uns anos a literatura sul americana explodiu quando Gabriel Garcia Marques e outros lideraram uma tumultuosa e emocionante revolta contra uma verdade arreigada. Em breve uma torrente literária Africana oferecerá uma nova prespectiva da condição humana. O autor moçambicano Mia Couto, por exemplo, criou um realismo mágico que mistura a linguagem escrita com a grande tradição oral de África.


Se formos capazes ouvir, iremos descobrir que muitas narrativas africanas estão estruturadas de forma completamente diferente do que estamos habituados. Estou certamente a simplificar, ainda que todos saibam que é verdade o que afirmo. A literatura ocidental é normalmente linear, vai do princípio para o fim sem grandes digressões no espaço e no tempo. 


Não é este o caso em África. Em lugar de uma narrativa linear, em África existe uma livre e exuberante forma de contar historias que avança e recua no tempo, juntando o passado e o presente. Alguém que tenha morrido há muito tempo pode intervir numa conversa entre duas pessoas bem vivas. Isto é só um exemplo.


Os nómadas que ainda existem no deserto o Kalaari contam Histórias uns aos outros durante as suas deambulações diárias em busca de raízes comestíveis e animais para caçar. Muitas vezes contam mais que uma história ao mesmo tempo. Por vezes três ou quatro histórias correm em paralelo. Mas antes de regressarem o local onde passarão a noite, as histórias são ligadas, ou separadas para sempre, mas a todas é dado um fim.


Há uns anos atrás, estava eu sentado num banco de rua frente ao Teatro Avenida em Maputo, onde trabalhava como conselheiro artistico. Estava um dia muito quente, tinhamos feito uma pausa nos ensaios e saído para a rua na esperança que passasse uma brisa fresca. O ar condicionado do Teatro há muito que deixara de funcionar. 


Dois velhos africanos estavam também sentados comigo naquele banco, havia lugar para os três. Em África as pessoas partilham mais do que um copo de água com um grande espírito de irmandade. Mesmo em tempos difíceis as pessoas são generosas.


Ouvi então os dois homens que falavam de um terceiro que tinha morrido há pouco tempo, e um deles dizia, “Eu visitei-o em sua casa, e ele começou a contar-me uma história interessante que lhe tinha acontecido quando ainda era jovem. Mas era uma história longa. A noite veio e decidimos que eu deveria voltar no dia seguinte para ouvir o resto da história. Quando eu voltei ele tinha morrido”


O outro estava em silêncio. E eu decidi não me levantar do banco enquanto o homem não respondesse ao que tinha ouvido. Tive a impressão que assunto era importante. 


Finalmente ele falou.


“Não é uma boa maneira de morrer - antes de teres contado o fim da tua história”


Ao ouvir aqueles dois homens, dei por mim a pensar que a designação para a nossa espécie não devia ser Homo sapiens mas Homo narrants, ser que narra histórias. O que nos diferencia dos animais é podermos escutar os sonhos uns dos outros, os medos, as alegrias, as tristezas, os desejos e fracassos, e os outros pelo seu lado poderem ouvir os nossos também.


Muita gente comete o erro de confundir informação com conhecimento. Não são a mesma coisa. Conhecimento envolve interpretação da informação. Conhecimento implica ouvir.


Então, se eu estou certo que nós somos criaturas contadoras de histórias, apesar de nos permitirmos estar calados de vez em quando, a narrativa eterna continua.


Muitas palavras serão escritas no vento e na areia da praia, ou publicadas num qualquer obscuro “site”. Mas o contador de histórias continuará, até que o último ser humano pare de as escutar. Poderemos então enviar a grande crónica da Humanidade por o Universo infinito.


Quem sabe? Talvez lá esteja alguém desejando escutar...»


Henning Mankell


Furtado daqui e daqui

8 de dezembro de 2011

Infalibilidade

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“Em geral o homem pretende ser livre e entende como liberdade a falta de todo o impedimento nas suas acções. Elas são, de facto, consequência da nossa liberdade; por isso é que um homem rico fascina. Também repugna. É como aquele corpo de que fala Benjamin Franklin: tem a liberdade de lançar-se no ar, mas não tem a liberdade de não cair. Algo falha na sua liberdade quando ela não foi concebida no sentimento da infalibilidade.” 
Agustina Bessa-Luís ("Dicionário Imperfeito")

4 de dezembro de 2011

Outras narrativas

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Nunca acreditaste que o mínimo que pensavas, dizias e fazias era o suficiente para (re)definir tudo o que se seguia diante dos teus olhos. Sempre acreditaste que as mensagens não se aplicavam a ti, perdeste-te no papel de passador. Agora, olhas para trás, vês um rasto de vida insignificante e procuras a origem de um cansaço amnésico.

Não penses que deixaste de ser. Não sintas falta das noites em branco. Não perdeste nenhum dom que te faça falta. Continuas a ser a mesma pessoa, mas noutro patamar. Um patamar que ofusca essas noites das quais continuas a ser anfitrião! Mas agora apenas daqueles que querem dançar e cantar na mesma pauta que tu, não interessa o quanto desafinem. Estão ali porque querem aprender contigo. As diferenças de densidade não se fazem sentir porque agora sabes que o objectivo é comum, que o percurso é individual e que os passos nunca são solitários.

Se não estivesses a ir bem, esse cansaço não se faria sentir. As dicotomias da realidade esbateram-se e fundiram-se no momento em que conseguiste fechar os olhos e deixaste de temer a realidade esquizofrénica. O sim não é oposto do não. O bom não existe contra o mau não. A luz e a sombra são a mesma coisa. 

Pediste-me para voltar, mas não foi por teres saudades de mim. Sentes saudades de ti porque experimentaste a unidade e gostaste de te ver. A ausência é uma oportunidade para evoluir para outras formas de estar presente, onde a saudade e o amor não são banalizados. São vibrações, tonalidades em expansão... no lugar das palavras e da visão.

3 de dezembro de 2011

Criatividade, Ideias e Activismo

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Pensar criativamente/activamente é estar um passo à frente daquilo que já existe e de capacidades que demonstrámos em ideias anteriores. É colocar a intuição, o onírico, o surreal e o 6º sentido ao nível do conhecimento e da razão. É desvalorizar regras, verdades absolutas e preconceitos. Muitas vezes não exteriorizamos uma ideia por a acharmos descabida, sem nexo e básica a.k.a temos medo que alguém nos coloque o rótulo de indivíduo alucinado e/ou consumidor de psicotrópicos. 

Há que erguer o dedo do meio a nós mesmos e aos conceitos que (não) nos suportam! 

O mundo está em constante evolução, ao ritmo de 7 mil milhões de seres pensantes e criativos duas dúzias de "indivíduos alucinados e/ou consumidores de psicotrópicos" que o compreendem e que conseguem estar sempre vários passos à frente. Os restantes limitam-se a seguir, reproduzir e replicar as respostas existentes.

Não criamos. 
Não construímos.
Sobrevivemos. 
E não existimos até termos ideias próprias.

[...]

Não raras vezes, as ideias surgem hemorragicamente e perdem-se sem que consigamos juntar as peças, ficando sempre a sensação de não termos ainda capacidade neurológica para passar à próxima fase do processo criativo. Hoje apeteceu-me escrever aqui, tinha uma ideia inicial que deu origem a outras que não se soltaram. Decidi vasculhar outros registos à procura de algum rascunho com horizontes. A maioria desses apontamentos tinham sentido e propósito quando foram rascunhados. Agora, olho para eles e não consigo dar seguimento. É caso para dizer que, neste contexto, essas ideias/respostas tinham prazo de validade porque estavam fortemente conectadas a mim e às realidades que me continham no momento em que as produzi. Quanto maior for o tempo decorrido entre o surgimento do primeiro rascunho (seja mental ou escrito) até à concretização de uma resposta, maior é a probabilidade de deixar de fazer sentido e de não ter o efeito desejável em nós mesmos.

[...]

Manifesta-te hoje ou cala-te para sempre?!

Dizem que o silêncio é o refúgio do sábio, mas na minha opinião, em contexto social, o silêncio é muitas vezes sinónimo de consenso.

Eu sempre tentei participar em acções de rua com as quais me identifico. Lembro-me de ir a manifestações onde éramos 7 gatos pingados atrás de um tipo com um bombo. Essa acções não tiveram os efeitos desejáveis, mas aconteceram no momento em que tinham que acontecer. O 15 de Março e o 15 de Outubro e todos as Greves Gerais aconteceram depois da porta arrombada e da pilhagem generalizada. Na minha opinião foram acções que pecaram por terem acontecido tardiamente. Activismo é responder no momento certo. No momento em que as coisas estão a acontecer embrionariamente... Tipo, agora!

Tal como no processo criativo, os erros e as falhas devem ser vist@s como oportunidades de se fazer algo diferente no futuro.

20 de outubro de 2011

Isto é ARTE porque:

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Numa sociedade decadente, 
a Arte, 
se for verdadeira, 
deve também reflectir decadência. 
E a menos que queira atraiçoar a sua função social, 
a arte deve mostrar o mundo como mutável. 
E ajudar a mudá-lo.

ERNST FICHER




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Só cartas com contas
Que já passaram o prazo
Ainda não fiz compras do mês
E o puto não percebe o atraso
O telefone sempre a tocar
É a divida do automóvel
A sala está vazia, já desisti do sofá e do móvel
Um filho p'ra alimentar
E outro na barriga já se mexe
O seguro do carro tá a chegar
E este mês nem paguei a creche
Já cortei com o café
Vou cortar com os náites
Agarrado a jornais
A meter currículos em sites
Só pra voltar a ouvir
Que a vaga já foi preenchida
Levar as mãos à cabeça
Pensar pôr termo á vida
Já pondero emigrar
P'ra França ou Angola
Ou flashar entrar num banco
E aponta-los uma pistola
Tornou-se um luxo ir jantar
Levar a dama ao cinema
Só falo por sms
Tornou-se luxo um telefonema
E a quem recorrer
Se os bros tão todos na mesma
Pragados na rua
À procura de algum esquema


Só vejo casas com placas
De leilão ou de venda
E a minha vai pelo mesmo andar
Que eu já não aguento esta renda
E governo não dá as familias
Mas dá aos bancos bué pinlin
Mais tarde ou mais cedo
Dás com um broda a dormir
No banco dum jardim
E querem que um gajo mendigue
Pela merda d'um subsidio
Parado na segurança social
Onde o funcionário quase agride
E de repente
O povo tá perder o raciocínio
E admiram o aumento
De assaltos e assassínios
O pior é que nós e que sofremos
Com os assaltos e assassínios
Que esses filhos da puta estão protegidos
Escondidos nos seus condomínios
Os verdadeiros assaltantes
Entram no banco na maior
E saem com as mãos no bolso do fato
E o dinheiro desviado p'ra um off-shore
Não é à toa que estão a construir
Mais cadeias
Não é à toa que reforçam policias
Para nos matar à tareia
É que isto já esteve muito marado
Mas isto nunca 'teve assim
O people esta revoltado 
Eles têm medo d'um motim 


Endividei-me p'ra pagar
Propinas e um certificado
E ter uma licenciatura
P'ra ficar desempregado
Ou acabar num call center
Ou caixa de supermercado
A trabalhar a recibos verdes
Com 500 euros de ordenado
No meio disto 
Ainda sou privilegiado
Porque a maioria do meu peoples
Tá no muro encostado
Quem 'tava em Espanha voltou
Acabou o el dorado
E arranjar um visto pra Angola
Tá a ficar complicado
Foderam esta merda toda
E é sempre e o povo é sacrificado
No proximo 25 de Abril
Quero ver alguém enforcado
Eles choram pelas ações
Perdidas no PSI 20
Meu peoples aqui chora
Pela refeição seguinte
E mostram-nos pessoas
Na porta do BPP a reclamar
Meu peoples já fazem fila
Na porta do banco alimentar
Eu já não voto, porque o voto
Não dá voto na matéria
Política perdeu a seriedade
E duvido que recupere-a

12 de outubro de 2011

Filhos da mãe!!!

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Em pleno século XXI, há mulheres a serem despedidas por engravidarem. Filhos de Portugal a despedirem as mães de Portugal. O curioso é que representam empresas de grande dimensão que investem milhões para passar uma imagem de responsabilidade social em prime-time. Empresas que toda a gente pronuncia e escreve com "E" crescido...!!! Dessas que mandam no país (na "sombra" das marioretas que lá estão) e que recebem apoios e usufruem de beneces do Estado às custas dos filhos das mães de Portugal. Empresas que criam postos de trabalho e dinamizam a economia e não sei quê presentes de Natal para as crianças pobres + jardins para as criancinhas (filhos das mães e quiçá deles mesmos) brincarem. Empresas que jamais assumirão o papel que uma mãe assume quando o filho mais precisa. Nem é preciso encarnarem esse papel porque mãe há apenas uma, a que nos carregou, educou e sustentou quando éramos incapazes e inúteis... para a economia. Bastava encarnarem empiricamente a imagem de ética e responsabilidade social que vendem em todas as plataformas de comunicação desde mundo e do outro... e que lhes garante milhões sem muito esforço.
Infelizmente, se depender desses filhos da mãe (é o que eles são, apesar de não se lembrarem que durante 9 meses foram vida no ventre) vamos andar nisto até não existir força humana produtora e despedível. "Não  estás capaz de produzir a 1000% ? Não vai dar... põe-te a andar"

Mães (e pais) de Portugal e arredores, eduquem bem os vossos filhos de modo a não se tornarem num destes filhos da mãe dispostos a tudo para ficarem bem na fita e amealhar mais uns tostões. Sejam mães e pais q.b para não passarmos de descendentes do Homo Sapiens para precursores do Homo Economicus Sem Um Pingo de Sapien(cia).

Acredito profundamente que um dos problemas destas outrora crianças foi falta de chinelo no lombo na altura e medida certa.  Há chinelos a um euro (o par) no bazar chinês. E se não tiverem moedinha, ponham-nos a cozer meias com agulhas bem afiadas.
A educação é o único veículo de mudança viável. Podem aplicar cortes de milhões nas responsabilidades educativas do Estado, mas a educação essencial e que mais nos serve é aquela que é transmitida no lar.

5 de outubro de 2011

Para terminar...

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Day 17 A Childhood Picture
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Day 16 Future Tattoos
Nunca pensei no assunto.

Day 15 Current Grades
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Day 14 Favourite Purchase Ever Made
Musica que comprei e o disco externo que comprei para armazenar musica que não comprei.

Day 13 Favourite Memory
As tardes e noites de Verão nas ruas onde esfolei os joelhos e os cotovelos vezes sem conta. O dia em que me partiram a cabeça no recreio da primária (nunca mais fui a mesma pessoa). Momentos a contemplar o sol e a cultivar amizades. Almoços à sombra de uma goiabeira. Tempos houve em que não dependiamos das tecnologias para comunicar... Não havia comunicação móvel, a rede fixa era cara p/ car"#$% e a comunicação era de melhor qualidade! Lembro-me de entrar no Avante sem EP. A fase em que não me tratavam por Dr. são muito evocados mentalmente, assim como os tempos em que comia pão com manteiga e açúcar. 50 escudos dava para encher os bolsos com caramelos! Acordar cedo para ver os desenhos animados. O tempo passava devagar.

Day 12 Where Your Family Is From
Temos origem euro-africana.

Day 11 Recent Picture Of Yourself
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Day 10 Favourite Outfit
Actualmente é uma camisa devidamente engomada, jeans deslavados, sneak's...

Day 9 Favourite Flower
Qualquer uma que tenha espinhos e potencial para ferir quem a tentar arrancar da terra.

Day 8 Pictures Of Your Room
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Day 7 Favourite TV Show
Não conhece/Não Sabe.

Há uns tempos atrás ainda apanhava os simpsons, family guy... Mas neste momento a televisão é a pior invenção de sempre. Sou sempre um outsider em conversas que incluam programas televisivos e palermices mediáticas. Tenho um disco cheio de musica e é com isso que me entretenho.

Day 6 Favourite Song

 Esta tem estado presente nos últimos dias.


Nitin Sawhney - Distant Dreams from Band on The Wall on Vimeo.


Esta versão também tem tocado muito.




Auto-medicação para dias úteis, entre as 8h30 e as 9h25, enquanto viajas ao lado de 3/4 do país em trânsito nervoso e apressado para o cubículo onde ficarão enclausurados até às 17h:



Day 5 Favourite Food
Carne gordurosa a suar na brasa!

Day 4 Favorite Book
Ainda não cheguei a esse ponto!  Tenho estado a reler O Livro Verde de Muammar Al Qhatafi. É um livro muito educativo, com ideias válidas e opiniões conscientes. Todos temos uma missão neste mundo, a do Qhatafi foi, entre outras, escrever este livro e demonstrar comportamentalmente todos os aspectos da sociedade moderna que são desmontados e críticados neste livro. Este pequeno trecho ficou-me na memória: "Nada mais resta às massas do que lutar para derrubar todas as formas ditatoriais de Governo que dominam atualmente o Universo e que são falsamente batizadas de democracias - do parlamento à seita, da tribo à classe, do sistema de partido único ao bipartidarismo ou ao multipartidarsmo!"

"Pela boca morre o peixe."

O povo Líbio já fez a sua parte.

E nós?

Day 3 Favourite Musician
Nina Simone! Billie Holiday! Nat King Cole! Marvin Gaye! Aretha Franklin! Barry White! (Não vou nomear todos)

Day 2 Favourite Movie
O último filme que me deixou desarmado foi "La solitudine dei numeri primi" .  (Numa altura em que o cinema norte-americano está numa de retroescavadora, o cinema europeu mantém-se igual a si mesmo)

Day 1 Favourite Actor
Provavelmente é o sr. Al Pacino.

27 de setembro de 2011

As costuras estão do lado errado!

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E se não acreditam que neste mundo vive-se de aparências e que o bonito/agradável à vista suplanta o bem-estar das massas, experimentem vestir qualquer peça de vestuário do avesso... 
Quem é que decidiu meter as costuras do lado de dentro e a melhor parte do tecido do lado de fora? 
Uma meia, uma t-shirt, um par de calças, ou uns simples boxers são muito mais confortáveis quando vestidas do avesso! Experimentem...


7 de setembro de 2011

Disponibilidade

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Eu sou o cabrão que raramente está online. E o fdp (x3) que não atende chamadas telefónicas, nem mesmo quando tentam apanhar-me com o nº oculto. Mas essas (in)dispobilidades são para outras narrativas.

Chega ao seu destino e apronta-se para sair. Ergue o tronco, olha para a pessoa que faz a viagem sentada ao seu lado esquerdo e, com um sorriso, sem largar uma única palavra, demonstra que vai sair ali (a linguagem corporal é uma coisa fantástica!). A jovem senhora olhou para ele, sorriu e disse: "Estava ler o seu livro pelo canto do olho". Ele devolveu a prosa sorrindo: "Reparei nisso e durante 5 estações esforcei-me para não prejudicar o seu ângulo visual". Ela corou e de seguida perguntou-lhe se estava a gostar do livro - "Sim, bastante". Como faltava apenas um capitulo para terminar a leitura (o final já tinha sido descortinado há não sei quantas estações atrás), ofereceu-lhe o livro e seguiu o seu caminho. Mas no meio de toda essa disponibilidade e partilha gratuita, ele não se lembrou em momento algum que o livro não lhe pertencia. Agora pede todos os dias aos céus para que o/a (outrora) proprietário/a não se lembre de o pedir de volta.

19 de agosto de 2011

Aloe Blacc: "thank my stars for air that we breathe"

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                                                                                                                                                                                   x99977




Não há dia que o Sr. Eu (o próprio e/ou moi même) não oiça pelo menos uma musica do Exmo. Reverendissimo Aloe Blacc. Hoje, no preciso momento em que auscultava o inicio desta autêntica celebração existêncial, os meus olhos passavam por esta linha de Italo Svevo: "Os músicos - felizes! - têm executantes que não fazem outra coisa senão estudar o modo de lhes oferecer elegância e eficácia. Com os escritores, o leitor apressado não murmura sequer a palavra e passa de signo em signo como um transeunte atrasado numa rua plana" (Um Embuste Perfeito).

17 de agosto de 2011

Ninguemvaiparacasadepoisdotrabalho sem viver o mínimo que seja!

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Vivemos numa sociedade alicerçada no trabalho, no cumprimento de expectativas e no desempenho de papéis que esmagam a experiência humana! É num contexto de resistência a esse modo de... (não quero chamar vida a isso) que várias pessoas que não vão de férias em Agosto  inventaram e puseram em andamento o Projecto Ninguemvaiparacasadepoisdotrab​alho. 

Esta iniciativa não carece de autorização nem de carimbos do teu superior hierárquico. Celebra-se a liberdade e a vida depois do horário de trabalho. A experiência humana é muito mais do que o seguidismo cego e inconsciente em que muitos estão mergulhados. Não conseguimos viver sem dinheiro? É verdade. Precisamos de trabalhar para ter dinheiro? Correcto! Mas...

- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) e pelo caminho enfrentar filas do trânsito intermináveis.
- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) pensar no próximo dia de trabalho.
- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) passar a ferro, pilotar o fogão, alimentar o cão, o gato e o esposo.


- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) queixar-se da "vida de cão". 

- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) descarregar as frustações profissionais na(o) companheira(o).

- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) simular vidas online.

- Ninguemvaiparacasa(depoisdotrabalho) com a desculpa de que tem de ir para casa.


 Ninguemvaiparacasadepoisdotrab​alho tem um carácter itinerante e tem possibilitado que um grupo de espíritos jovens desfrutem de momentos prazerosos de pura descompressão e convívio em espaços e ambientes adequados. 



 


Engana-se quem neste preciso momento visualiza apenas copos 
 e amostras de Stylommatophora no tampo da mesa.










As nossas actividades assumem-se como fugas lúdico-culturaisencaminhadas pela luz de Lisboa, alicerçadas no dolce fare niente e banhadas por refrescos apropriados...  que não passam disso mesmo, refrescos.




Ninguemvaiparacasadepoisdotrabalho sem viver o mínimo que seja!



  
E o caminho de casa apenas se revela após os participantes atingirem um certo nível de vivências humanas,
no sentido strictu da vida.

P.S. Não vendemos para fora, mas acolhemos todos os que neste momento se sentem sufocados por uma desvivênvia aturdida e mórbida.

8 de agosto de 2011

No email: A compra de um carro

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Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA).
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado – Sim. E mais o imposto automóvel (IA).
Contribuinte – Dois impostos sobre a mesma coisa?
Estado – Quer comprar um automóvel, não é? Então paga Imposto Automóvel. Qual é a dúvida?
Contribuinte – Ah!
Estado - E uma "coisinha" para o pôr a circular (selo).
Contribuinte - Ah!
Estado - E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP).
Contribuinte - Mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - Mas eu já pago para circular.
Estado - Claro.
Contribuinte - E vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - Porque existe?
Estado - Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.
Contribuinte - Só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - Então?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - Para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas.
Contribuinte - Mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso. Paga 25 euros.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para ter uma coisa para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa essa coisa.
Contribuinte - Custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - Custa pagar?
Estado - Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado – Isso é o que você pensa. Imagine que um dia quer... tem que pagar.
Contribuinte - Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.

  
Não esquecer nunca 
Se virem o jovem Nar6 andar a pé por aí não se incomodem em oferecer-lhe boleia. 
São opções e ele sempre foi muito mais feliz com os pés assentes no asfalto.

1 de agosto de 2011

No sábado passado...

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...Sara Tavares e Joss Stone relembraram-me que esta é uma das melhores musicas de sempre!

29 de julho de 2011

Perdemo-nos para nos reencontrarmos?

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Antes de falar do tachismo e do inflaccionamento dos preços dos transportes públicos em Portugal, talvez deva partilhar as minhas novas rotinas. Mas só depois de falar desta época de mudanças. Acho que também devia escrever algo do género "eu avisei" e dedicar algumas linhas a todas as pessoas que não tiram os óculos de sol quando falam comigo, à sombra. Eu nem me considero uma pessoa importante para merecer tal gesto, mas... As formigas. Eu desvio-me delas para não me intrometer nos seus carreirinhos. O mesmo parágrafo podia conter todas as pessoas que sofrem do síndrome umbilical dilatado que utilizam uma suposta "personalidade forte" para serem grosseiras e malcriadas. Para adoçar, podia partilhar um video, a letra de uma musica, fotos do último jantar ou do carro que deu uma pirueta aqui na minha rua. A falibilidade também seria um bom tema a abordar. Acho que em 4/5 linhas chegaria à liberdade, porque tudo vai dar ao livre arbítrio... é por isso que eu não acredito que a minha opinião valha muito, porque é apenas isso, uma opinião. Não tenho nem quero ter vocação para ser um "fazedor de opinião", muito menos um intelectual, sem desprimor para quem o seja ou tenha ambição de o ser. Tudo o que escrevi ou venha a escrever aqui é falível porque deriva de experiências que dizem respeito a um ponto minúsculo do universo.
Antes de terminar podia abordar coisas mais interessantes, como por exemplo, o prazo de validade das palavras, o sol, as sombras que não são sombras. A água também está merecedora de um parágrafo. Alias, a mais pequena das partículas é digna de ser verbalizada! Tudo faz parte.


Depois de toda esta manobra de diversão e de terem chegado à conclusão que o título não tem nada a ver com o texto podia terminar com:

Na nossa terra também há pessoas com fome.

24 de julho de 2011

Língua Portuguesa se faz favor.

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Hoje em dia falar inglês não pode ser considerado um grande feito. Qualquer miúdo com 7 anos consegue expressar-se minimamente em inglês e qualquer ancião que não teve oportunidade de seguir os estudos tem Nova Oportunidade para aprender o que bem entender. Sendo assim, porque é que mais de metade das coisas que leio no mural da rede social da moda são escritos em língua inglesa? Somos anglófonos? Quando estamos na mesa de jantar, falamos inglês com os nossos pais e irmãos? Falamos inglês com a nossa avó? Falamos inglês quando vamos tomar um copo com colegas do trabalho/faculdade? Falas inglês comigo quando nos encontramos para tomar café? Pensamos/raciocinamos em inglês? Então porque é que vamos para as redes sociais comunicar com portugueses em inglês? Cidadão do mundo mas alto lá! Também integro a mesma  cultura que Camões, Eça, Pessoa e Saramago integraram.

No fundo é uma questão de falta de auto-estima de todo um país.

22 de junho de 2011

Esta noite tive um sonho...

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Céu baixo, grosso, cinzento // e uma luz vaga pelo ar // chama-me ao gosto de estar // reduzido ao fermento // do que em mim a levedar // é este estranho tormento // de me estar tudo a contento, // em todo o meu pensamento // ser pensar a dormitar. // Mas que há para lá do sonhar? (in 'Conta-Corrente 1')

Na noite passada sonhei com o autor do poema anterior. Nesse sonho o Sr. Vergílio Ferreira, que aparentava estar bem de saúde, entregou-me um livro de sua autoria. 

Mas o que é que o Sr. Vergílio quer de mim? Quer eu leia os seus livros? Quer que eu leia os livros de outros autores? Quer que eu leia simplesmente?

Exmo. Sr Vergílio António Ferreira,

Acordado ou a dormir, manifesto-me sempre como um grande sonhador // Sei que não tenho pinta de leitor // E como pode ver, falta-me a arte e o engenho para ser escritor... como o Senhor.

Obrigado pela sua ILUSTRE visita.

Day 18 Favourite Board Game

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 Se eu gostasse desse tipo de coisas seria de "Tábua Ouija" para cima!

7 de junho de 2011

nem Estado Providência nem Solidariedade Providência

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Bom dia, estou a telefonar a propósito de um anuncio que vi no jornal... e queria saber mais informações sobre as condições...
Bom dia, o horário é das 09h às 17h e o vencimento 750€ com Segurança Social...

Eu estou desempregad@ há 11 meses, tem sido complicado arranjar emprego e para agravar a situação, não estou a receber nenhum apoio da parte do Estado... No caso de eu ser seleccionad@, há alguma possibilidade de eu receber um pequeno adiantamento para poder comprar o passe?

Car@ senhor(a), 
Se você não tem dinheiro para os transportes não devia estar a responder a anúncios de emprego!

5 de junho de 2011

O 13º MÊS NÃO EXISTE.

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Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas... diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constrói mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar! 

*Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...* 

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira. 

Perguntarão porquê. 

Respondo: *Porque o 13º mês não existe.* 

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam. 

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores. 

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses. 

€ 700*12 = € 8.400,00 

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês. 

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00 

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário 
anual mais o 13º mês) 

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão. 

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo: 

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00. 

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal) 

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00. 

€ 175,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00 

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês 

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês? 

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham 
dado conta desse facto simples. 

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. 

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador. 

*Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.* 

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual. 

*Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.*

 Recebido no email

1 de junho de 2011

Caro Professor

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No 3º ano tentei ir sempre às suas aulas, confesso que o único apontamento que tirei foi a calendarização das frequências e exames, até porque em termos de matéria útil estava tudo na sebenta que o senhor elaborou e que nos aconselhou a comprar... Pronto, confesso que também não comprei a sua sebenta, porque constatei que estava tudo na Constituição da República Portuguesa e esse "manual" eu já tinha adquirido para a cadeira de Direito do 1º ano. Querido professor, hoje li palavras suas em toda a imprensa escrita, e, sem tirar valor nem veracidade às mesmas, tive vontade de regressar às aulas para finalmente tomar notas e participar qualitativamente. Estimado professor, se hoje tivéssemos coincidido na mesma sala de aula eu teria colocado o dedo no ar e feito o seguinte comentário: É isso e os coleccionadores de trens de cozinha que fazem biscates nas universidades públicas, deslocando-se em viaturas de gama alta, com direito a motorista fardado... Tudo pago pelo contribuinte. Prezado professor, não sou adivinho nem prevejo o futuro, mas aposto que me teriado "mandado" para a rua, com direito a processo disciplinar.

28 de maio de 2011

Evoluir para novos medos

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Medo do "não". Medo da rejeição. Medo da doença. Medo de sair de casa porque o perigo pode estar em qualquer esquina. Medo do desconhecido! Medo do escuro. Medo de morrer e não ir para o paraíso. Medo do alcoólico, do toxicodependente, do sem-abrigo, do cigano, do ex-recluso que procura emprego. Medo da situação de desemprego. Medo da pobreza. Medo de estar/ficar sozinho. Medo de circular na Linha de Sintra e nas ruelas do Martim Moniz depois de anoitecer. Medo das dinâmicas funcionais do planeta. Medo do aumento dos preços. Medo do que os outros possam vir a pensar de nós. Medo do FMI...

Limitamos as nossas acções, os nossos desejos e escondemos os nossos sonhos. Erguemos muros e prolongamos barricadas! O medo paralisa ao ponto de cedermos os nossos direitos! Elegemos pessoas que façam a gestão da nossa segurança física, social e moral. Em troca cedemos a nossa intimidade, a nossa privacidade, os nossos direitos individuais, sociais, económicos e as nossas liberdades políticas. Recebemos de volta uma versão poética dos Direitos Humanos para nos entretermos enquanto procedem à ocultação dos Direitos de Cidadania.

O medo é o meio mais eficaz de controlo social, eles sabem-no e, por conhecerem os nossos medos, assumem-se como salvadores da "donzela em perigo". Acenam-nos com o Direito de Voto e apelam ao voto útil = votar em quem tem maior probabilidade de ganhar. Tal como quando aprendemos o A-E-I-O-U, fazem-nos repetir para nós mesmos que não há alternativas, mesmo sem nunca as termos experimentado.

Graças a uma programação baseada no sentimento de insegurança, manchada com sangue da desgraça alheia, renovamos a memória do medo sempre que ligamos a televisão ou tentamos manter-nos informados. 

Estamos demasiado distraídos para chegar à conclusão que os agentes que estão na origem de um problema nunca serão parte da solução de um problema que já se tornou crónico; Estamos excessivamente fidelizados ao modelo para olharmos para outras direcções.

Mudamos de casa, de emprego, de carro, de telemóvel, de penteado, de roupa... mudamos a cor das unhas, mas temos medo da verdadeira mudança. Não corremos riscos por medo de perder tudo o que ainda não nos demos ao trabalho de tentar ter.

E muitos alimentam a esperança que numa sexta-feira à noite serão presenteados com uma sorte grande que os permitirá mudar de vida e evoluir... para outros medos.

25 de maio de 2011

Gentinha que não tem o que fazer !!!

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No preciso momento em que comecei a escrever este post, os registos de tráfego marcavam cinco mil cento e quarenta e sete pares de olhos (desde Maio de 2010 - o blogger não tem estatísticas mais antigas). Nada mau para quem escreve pouco e só muito de vez em quando. Porém, acredito que: 5139 vieram cá parar por engano; 7 são cavalos de troia; 3 são meus familiares que fizeram incursões pelo meu departamento tecnológico e click atrás de click entraram na minha página; 1 é assistente de bordo e tem parado em todas as capelinhas mundiais para picar o ponto neste estabelecimento.
 
A nossa vida é uma geometria é o post mais lido. Teoria 1: estudantes de Geometria Descritiva a tentar batotar!

O post Identidade fecha o top10 dos mais lidos. Teoria 2: pessoas que acabaram de conhecer os modelos explicativos de Sigmund Freud e estão a tentar aprofundar a matéria, mas que acabaram por não aprender nada aqui!

Portugal, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Catar, Cingapura, Alemanha, República Checa (por esta ordem) dominam a origem dos cliques. Mas tenho cliques dos Territórios Palestinianos à Nova Zelândia, passando pelo Burkina Faso. 


Legenda: "Os mais desocupados, por país de origem"


23 de maio de 2011

A presença pesa mais do que ausência

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As pessoas que mais estimo são aquelas que, após longa ausência, conseguem sintonizar e retomar a relação no ponto em que tudo ficou. Conseguem olhar, pular, rir, chorar, partilhar e apreciar uma musica como se tivessem estado juntas ontem. Não perguntam nada porque sabem que as perguntas escondem julgamentos; Não julgam porque sabem que nem todos vivem na ilusão da linearidade do espaço e do tempo. Estas pessoas optam por, sem dizer nada, demonstrar que a presença pesa mais do que a ausência.

Trompe-l'oeil

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Uma das maiores alarvidades que ouvi nesta minha curta existência foi: "Como é que podes gostar de tantos estilos musicais? Isso é falta de personalidade!". 

Na cabecinha dessa criatura de deus cada ser nasce com um propósito apenas, "the one and only". E eu, por ouvir acid jazz, rock, ska, blues, house, dnb, punk, soul, afrobeat, bolero, fado, musica clássica, etc., sou uma pessoa desprovida de personalidade. Aos olhos deste amigo, uma pessoa que abraça sonoridades com a alma aberta e que galga terrenos para lá das fronteiras de si mesma devia procurar ajuda psicológica e tomar vitaminas que fomentem o crescimento da personalidade.

Há pessoas que preferem o branco ao preto, o bonito ao feio e escolhem o 2 em vez do 7;  há pessoas que se vestem apenas de preto; há pessoas que desprezam o infinito e há pessoas que dizem que rap é musica de pretos. Há pessoas que escolhem, segregam, marginalizam... E fazem-no em pleno direito! Mas eu estou cá pela universalidade do todo, não me interessa em que língua é cantada nem em que ritmo flui. O meu quintal é demasiado claustrofóbico para aquilo que pretendo ser/fazer/ver/ouvir/sentir sou.

A minha "roupagem" diária tem todas as cores possíveis porque cedo aprendi que me cumpro mais rapidamente aceitando todas as vias possíveis e nenhuma em particular. Tento sempre ser o cidadão universal que abraça tudo o que o infinito proporciona e acredito que isso pode assumir-se como um treino para conseguir interpretar um mundo onde as barreiras deixam de ser visíveis, onde tudo tende para a cultura universal, sem limites nem barreiras à expansão daquilo que somos verdadeiramente.

PS: Este som é perfeito! Mas não o é apenas por dar voz a instrumentos típicos de várias culturas, nem por juntar executantes oriundos dos quatro cantos do mundo. Apoiando-me (e descontextualizando) numa expressão que aprendi nas longínquas aulas de design, eu diria que esta musica é trompe-l'oeil...  A melhor parte nem sequer é audível.

16 de maio de 2011

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1: O nível de cusquice que define uma parte da sociedade moderna é proporcional ao nº de login's que determinada pessoa faz na sua rede social preferida.

2: O grau estupidificação de uma sociedade e o culto pela palermice/parvoice/imbecilidade está amplamente correlacionada com o tipo de informação mais frequentemente partilhada.

3: A auto-estima de determinada pessoa é igual ao produto de "0" com o número de postadas diárias alusivas às suas frustrações pessoais.

4: Quanto maior o número de fotografias pessoais colocadas online, maior a necessidade de um abraço não-virtual.

5: A basófia e a auto-promoção deviam ser decretadas património imaterial da humanidade.

6: A (i)maturidade individual resulta do modo como cada um utiliza a liberdade de expressão.

7: Mais uma vez: qualquer rede social criada pelo homem defunta no exacto momento em que o primeiro ser humano faz o seu registo

30 de abril de 2011

on sait mais on fait:

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Qu'allah me pardonne de faire couler les larmes de ma mère... du fait qu'a se jour elle pleure encore mes fautes dans ses prières... du fait qu'on est des hommes existant dans l'imparfait... parfaitement comblé par des contradiction, peu fièr... qui nous pardonne d'enfreindre les règles... nos obligations cinq fois par jour souvent quand on les délaisse... ont nous dénigre la race inférieure parce qu'on est des nègres... du mal à témoigner ma colère au bout des lèvres au bout des rêves... nos actes sont souvent sans précaution on se met en couple... sans faire de hallal et sans poser de question mon nom... porter la haine hors de question que dieu me pardonne... car je sais que certains pechés n'ont pas de caution... delivrer ce monde, j'essaye quand d'autres oublient... qu'ici ou ailleurs rien n'est éternel non rien alors... pourquoi on se déchire pour des garces... on égorge pour un bout de terre... t'éxecutes pour un sac d'oseille... qui nous pardonne l'infidélité à celle qu'on aime... avec qui je plane dans les airs mais sans avoir d'ailes... celle qui a poussé à mettre au monde...man j'suis comme je suis tout comme mon paternel.

psy4!!

11 de abril de 2011

L'Être et le Néant:

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User's guide for austerity and survival existence.

Bee subversive. Bee generous. Bee radical. Bee deterritorialised. Bee thoughtful. Bee Disruptive. Bee angry. Bee social. Bee collective. Bee passionate. Bee together. Bee sincere. Bee where you shouldn't be. Bee brave. Bee resourceful. Bee humble. Bee outspoken. Bee proud. Bee open do others. Bee always finding connections. Bee autonomous. Bee singular. Bee unafraid. Bee in discussion. Bee in love. Bee aware. Bee connected. Bee online. Bee offline. Bee present. Bee important. Bee local. Bee international. Bee in solidarity. Bee in occupation. Bee on the streets. Bee opposed to marketisation. Bee free thinking. Bee well read. Bee always learning. Bee with your eyes open. Bee realistic. Bee idealistic. Bee making mistakes sometimes. Bee listening. Bee mindful. Bee flexible. Bee temporary. Bee warm. Bee just. Bee amazed. Bee amazing. Bee where the action is. Bee spectacular. Bee strategically optimistic. Bee literate. Bee desiring. Bee playful. Bee practical. Bee political. Bee fierce. Bee tough. Bee expressive. Bee clever. Bee ridiculous. Bee the resistance. Bee all like, "Yes!" Bee all like, "No!" Bee of good cheer. Bee clear sighted. Bee famous for 15 people. Bee willing. Bee curious. Bee rigorous. Bee a space for new forms. Bee loving. Bee heroic. Bee noisy. Bee someone with integrity. Bee quick to react. Bee first. Bee in shops. Bee forging new public spaces. Bee in each other's sudios and lecture theatres. Bee glad. Bee energised. Bee armed with your ideas. Bee soulful. Bee giving. Bee loud. Bee funny. Bee an autodidact at a university. Bee a thinker. Bee a maker. Bee friendly. Bee careful. Bee caring. Bee broad. Bee specific. Bee supportive. Bee your own media. Bee the change you wish to see in the wolrd. Bee without borders. Bee a protestor. Bee a citizen. Bee a student. Bee a teacher. Bee "Lisbon". Bee civilised. Bee brillant. Bee irreverent. Bee outrageous. Bee calm. Bee skilled. Bee completely. Bee demanding. Bee difficult. Bee well informed. Bee responsible for your own actions. Bee resilient. Bee just for the hell of it. Bee hardcore. Bee engaged. Bee committed. Bee hard to handle. Bee part of the whole. Bee what you believe in. Bee shocking. Bee appealing. Bee better. Bee artful. Bee in touch. Bee newsworthy. Bee the future. Bee the present. Bee learning from the past. Bee using the power you already have. Bee recognised. Bee aware of your rights. Bee furious. Bee hopeful.  

28 de março de 2011

O Nobel da Arquitectura!

Para os que não me sabem: Se eu não tivesse entrado no curso pelo qual sou licenciado, teria entrado em Arquitectura, pois era a minha segunda opção no boletim de candidatura. Sim, tinha notas para entrar, "nas calmas".  Optei pelo caminho mais complicado, mas mais desafiador ;)

18 de março de 2011

Breaking News: Cobras e Lagartos em Marvillage White House

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Esta manha, por volta das 09:30, um grupo de transeuntes testemunhou um momento National Geografic em Marvillage White House. Um astuto inquilino rastejante (sem maneiras) fez o matabicho a 3 metros do solo. O prato foi uma osga bem gordinha, com um aspecto mutante. 

Pouco depois, o réptil poiquilotérmico sem patas retomou a seu rumo, dando continuidade à sua existência em parte incerta, algures em Marvillage White House...

As obras em redor do edifício e o fim da época de hibernação para a bicharada endotérmica prometem mais momentos National Geografic. Voltaremos a transmitir quando surgirem novos motivos de reportagem





A osga come os insectos para se manter; a cobra come a osga e rastejantes de menor porte para sobreviver; o homem mata a cobra por puro gozo e o Homem mata-se a si mesmo por estupidez. O planeta auto-regenera-se e segue o seu rumo, como tem feito desde o inicio dos tempos.  

16 de março de 2011

Os primeiros 40 minutos do dia

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Porque é que há pessoas que tiram a publicidade do correio e atiram para o chão da entrada do condomínio? Porque é que há pessoas que nunca fecham a porta do prédio onde vivem? Porque é que há pessoas que deixam os sacos de lixo ao lado do caixote? Porque é que há pessoas que sacodem tapetes e toalhas de mesa à janela, bombardeando quem passa com sabe-se lá o quê? Porque é que os passeios estão sempre cheios de m**** e escarros? Como é possível o ser humano fazer tanto lixo? Porque é que há automobilistas que buzinam por tudo e por nada? Porque é que as pessoas estão sempre com pressa? Porque é que há pessoas que saem das lojas e atiram a respectiva facturazinha para o chão? Porque é que há pessoas que urinam em todas as esquinas e ruelas, confiantes nos benefícios da urina para o bem-estar da comunidade? Porque é que há pessoas que atiram as beatas de cigarro para o chão? Porque é que há pessoas que comem/bebem nos transportes públicos e deixam embalagens/garrafas/latas/cascas de banana/caroços/guardanapos no interior das carruagens e afins? Porque é que há pessoas que cortam as unhas nos transportes públicos e deixam ficar a queratina como oferta para a próximo passageiro que se sentar? Porque é que há pessoas que quando terminam de ler o respectivo jornal, "guardam-no" em cima das ranhuras do ar condicionado do comboio? Porque é que há pessoas que colocam os pés em cima dos assentos nos transportes públicos? Porque é que as pessoas fazem tanto barulho quando comunicam umas com as outras? Porque é que há pessoas que apenas conseguem olhar para o próprio umbigo? Porque é que há pais que permitem que os filhos se tornem imbecis? Porque é que há filhos que permitem que os pais continuem a fazer tanta imbecilidade?