1 de junho de 2011

Caro Professor

No 3º ano tentei ir sempre às suas aulas, confesso que o único apontamento que tirei foi a calendarização das frequências e exames, até porque em termos de matéria útil estava tudo na sebenta que o senhor elaborou e que nos aconselhou a comprar... Pronto, confesso que também não comprei a sua sebenta, porque constatei que estava tudo na Constituição da República Portuguesa e esse "manual" eu já tinha adquirido para a cadeira de Direito do 1º ano. Querido professor, hoje li palavras suas em toda a imprensa escrita, e, sem tirar valor nem veracidade às mesmas, tive vontade de regressar às aulas para finalmente tomar notas e participar qualitativamente. Estimado professor, se hoje tivéssemos coincidido na mesma sala de aula eu teria colocado o dedo no ar e feito o seguinte comentário: É isso e os coleccionadores de trens de cozinha que fazem biscates nas universidades públicas, deslocando-se em viaturas de gama alta, com direito a motorista fardado... Tudo pago pelo contribuinte. Prezado professor, não sou adivinho nem prevejo o futuro, mas aposto que me teriado "mandado" para a rua, com direito a processo disciplinar.

1 comentário:

joana disse...

Ainda bem que não li o jornal hoje?
De quem falamos?