20 de dezembro de 2010
25 de novembro de 2010
20 de novembro de 2010
11 de novembro de 2010
A Obesidade Mental
O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»
Por João César das Neves – 26 de Fev. 2010
Day 30 - Whomever You Find Most Attractive In This World
Ponto de Fuga
No mesmo chão que certo dia engoliu um autocarro inteiro, o 51, os croissants do calvário, o eléctrico, a Junqueira, o mesmo 56 das idas à Gulbenkian. Greves, atrasos, pessoas apressadas, acidentes na Av. de Ceuta, os empurrões no 60 sempre a abarrotar, os trabalhos de grupo na Biblioteca de Belém, o CCB, os Jerónimos, os pastéis, os finais de tarde nos jardins de Belém, o Tejo ao fundo e o Palácio Presidencial à frente. Os almoços no pão pão queijo queijo, a cigana que me chamava de colega e que queria ler a sina, a calçada da ajuda, o cheiro a peixe fresco no 29, a descida, dez semestres, amig@s, grandes amig@s, um diploma por ir buscar! Uma vida cheia de ideias/intenções/palavras para actos.
Sete infinito e Azul de todas as cores
Durante a noite a matriz colorida da cosmicidade. Durante o dia a mesma matriz em forma de pessoas. É ilusão a forma que muitos assumem porque tudo se transforma enquanto vão subindo e abrem os olhos, esquecendo-se do quão colorido é a linguagem do silêncio. É possível ver a cor de um riso, de um choro sem chorar, de um chamado mudo, da raiva, da tristeza, da depressão, do rancor, da falsidade, da ausência de luz - Não o(a)s julgues, no fundo tod@s ele(a)s sabem que ninguém consegue esconder algo que pertence ao Universo ao qual estamos todos ligados... no fundo sabem que nada te é tangente [...] Aproximamo-nos novamente da hora morte, de risadas à volta dos disparates que dissemos uns aos outros e dos passos em falso que demos durante o dia. Voltamos ao que somos antes de recomeçarmos tudo de novo, em busca da perfeição. Poucos sabem que se morressemos mais vezes durante o dia, no final de tudo (que não será final coisa alguma) não precisaríamos de morrer mais - Morrer como morreste ontem de manha, para de seguida seguires o teu caminho consciente de que tudo passa e que o Universo estava a ser justo com aquela pessoa . Consegues seguir sempre porque és Sete infinito e Azul de todas as cores. E nunca te esqueces do caminho do coração (e não me estou a referir ao amar uma pessoa... falo do amar tudo, do simples ao complexo, do sólido ao liquido, do mineral ao orgânico, do "visível" ao invisível, da luz à escuridão). Sempre soubeste que a existência é efémera e que a essência é eterna.
7 de novembro de 2010
1 de novembro de 2010
To say 'Hamdulillah' is to be grateful for what one has
The images of the past decades have cast a veil on our identity as a people. We, as international brothers and sisters, are now witness to injustice in real time. We watch our Wars in HD.
It is time for us to claim our faces back.
This video is a global collaborative effort by 10 photographers - from London to Lebanon, Cairo To Canada, Abu Dhabi to America - to create a portrait of the New Global Citizens. They are DJs, MCs, poets, architects, teachers, doctors, parents and children. Most of all they are people.
Challenge!
Day 1 Favourite Actor
Day 2 Favourite Movie
Day 3 Favourite Musician
Day 4 Favorite Book
Day 5 Favourite Food
Day 6 Favourite Song
Day 7 Favourite TV Show
Day 8 Pictures Of Your Room
Day 9 Favourite Flower
Day 10 Favourite Outfit
Day 11 Recent Picture Of Yourself
Day 12 Where Your Family Is From
Day 13 Favourite Memory
Day 14 Favourite Purchase Ever Made
Day 15 Current Grades
Day 16 Future Tattoos
Day 17 A Childhood Picture
Day 18 Favourite Board Game
Day 19 Something That Made You Smile Today
Day 20 A 10+ Year Old Picture
Day 21 Favourite Movie Quote
Day 22 Picture Of You On This Day
Day 23 Favourite Music Video
Day 24 Something Embarassing In Your Room
Day 25 One Of Your Most Prized Possessions
Day 26 A Picture From One Of The Greatest Days Of Your Life
Day 27 A Picture Of Where You’re From
Day 28 A Drawing
Day 29 Somewhere You Want To Visit
Day 30 Whomever You Find Most Attractive In This World
Ideia furtada descaradamente no blog da minha estimada amiga Latina.
A iniciar brevemente.
Day 2 Favourite Movie
Day 3 Favourite Musician
Day 4 Favorite Book
Day 5 Favourite Food
Day 6 Favourite Song
Day 7 Favourite TV Show
Day 8 Pictures Of Your Room
Day 9 Favourite Flower
Day 10 Favourite Outfit
Day 11 Recent Picture Of Yourself
Day 12 Where Your Family Is From
Day 13 Favourite Memory
Day 14 Favourite Purchase Ever Made
Day 15 Current Grades
Day 16 Future Tattoos
Day 17 A Childhood Picture
Day 18 Favourite Board Game
Day 19 Something That Made You Smile Today
Day 20 A 10+ Year Old Picture
Day 21 Favourite Movie Quote
Day 22 Picture Of You On This Day
Day 23 Favourite Music Video
Day 24 Something Embarassing In Your Room
Day 25 One Of Your Most Prized Possessions
Day 26 A Picture From One Of The Greatest Days Of Your Life
Day 27 A Picture Of Where You’re From
Day 28 A Drawing
Day 29 Somewhere You Want To Visit
Day 30 Whomever You Find Most Attractive In This World
Ideia furtada descaradamente no blog da minha estimada amiga Latina.
A iniciar brevemente.
26 de outubro de 2010
21 de outubro de 2010
20 de outubro de 2010
16 de outubro de 2010
Hoje temos Cachupa!!!
1 litro de milho partido
1/4 litro feijão-catarino
1/4 litro feijão fava
200g couve
3 batatas grandes
3 cenouras
3 tomates
2 cebolas grandes
2 cebolas grandes
alho
1/2 frango
1/2kg entrecosto
1/2kg chispe
1/2kg carne bovina
1 orelha de porco
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue
200g bacon
1/2 litro de vinho branco "vagabundo"
azeite
vinagre
sal
pimenta
louro
colorau
Dois tachos porque os tempos de cozedura são diferentes: milho e feijão para um lado, carne e afins para o outro. Legumes em standby.
Em casa sempre aprendi que o tempero é tudo! Se o tempero for bom podem dar-vos a comer bife de pedra e no final vão lamber as beiças como se tivessem acabado de comer bife de cavalo.
Umas horas antes os meus assistentes lavaram a carne, colocaram-na no tacho maior e temperaram com sal, alho, colorau, louro, pimenta, vinagre e vinho vagabundo. Nota: Passo sempre a carne por água, recuso-me a comer carne peganhosa, com muco e rastos biológicos de coisas que não pertençam à natureza da carne propriamente dita.
Sete da tarde. Comecei a cozinhar a carne com um refogado simples, depois inundei o tacho, acrescentei cebola, tomate e reequilibrei o tempero. Meti o milho e o feijão na panela de pressão, temperado com alho, louro e azeite. O processo de partir o milho é agressivo a modos que convém lavar para limpar a "poeira". O feijão idem. Outra: o milho tem tendência a ficar grudado no tacho, por isso, nunca se esqueçam de meter o feijão por baixo e o milho em cima. Cozer o milho e o feijão na panela de pressão demora +/- 40 minutos.
O ingrediente indispensável:
Há quem diga que sem milho não há cachupa. Eu digo que sem Boa disposição não há milho, nem cachupa. O resultado tem de reflectir o estado de alma. Cachupar é um evento social e se for possível a cozinha deve ter lotação esgotada! Todos a olhar para os dotes do cozinheiro; todos a gingar e a criolar ao ritmo do som que sai da tecnologia stereográfica, que no nosso caso é e será sempre:
Já está tudo cozinhado? Então é hora de dar corpo à cachupa propriamente dita! Porque é que meti a carne no tacho maior? Para lhe juntar o milho o feijão, subir o molho espectacular que já temos e consolidar tudo com cenoura, batata, cebola, couve e o bacon que entretanto estava triste e só no frigorífico. Prova-se o molho, acrescenta-se o que falta (um cubinho de knorr resulta sempre) e deixa-se apurar por alguns minutos.
Uma sugestão: Quando estiver pronto, tira-se a chouriçada (que não espedaçámos!), corta-se e sem perda de molho coloca-se novamente no tacho.
Pronto a servir!
“Cachupa à Narcissus não é rica nem pobre, é Cachupa classe-média, livre de impostos”
in Diário Económico
in Diário Económico
Há quem diga que a melhor parte da cachupa vem depois... O “Day after”, quando já não há carne e o milho absorveu o molho. Fazendo jus à tradição e encarnando um espírito green e responsável, a primeira refeição do dia será feita com os restos póstumos da cachupada da noite anterior. A cena é ressuscitar os restos mortais do falecido através de um refugado e da junção do ovo estrelado, de preferência mal passado (ké pa termos molho pá) E se houver uma linguiçazinha la gó ki xá ta bira café!!!
Lagos, 28 de Agosto de 2010
“A Cachupa é um prato sustentável”
in www.atitudessustentaveis.com
in www.atitudessustentaveis.com
AGORA QUE JÁ CAPTEI A VOSSA ATENÇÃO
Para muitas pessoas, hoje não é o Dia Mundial da Alimentação: é mais um dia sem alimentos. Apesar de o número de pessoas que passam fome ter baixado em relação ao máximo histórico de um bilhão atingido no ano passado, há ainda 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Esta situação lembra-nos constantemente que os sistemas alimentares mundiais não estão garantindo a segurança alimentar dos membros mais vulneráveis da sociedade.A meta relativa à fome, estabelecida no primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome, até 2015 – é um pilar do qual depende a realização de todos os objetivos. Quando as pessoas passam fome, não podem quebrar as correntes que as mantêm na pobreza e estão mais expostas às doenças infecciosas. As crianças que sofrem de fome não têm possibilidade de crescer, de aprender e de se desenvolver.Só este ano, o terremoto no Haiti, a seca no Sahel e as enchentes no Paquistão fizeram milhões de pessoas entrarem numa situação de fome que põe em risco as suas vidas. A crise alimentar e financeira continua afetando as pessoas mais vulneráveis de todo o mundo. Os preços dos alimentos mantêm-se voláteis e alcançaram, recentemente, o nível mais elevado dos últimos dois anos. Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
3 de outubro de 2010
Working Class Hero
As soon as you're born they make you feel small // By giving you no time instead of it all // Till the pain is so big you feel nothing at all // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // They hurt you at home and they hit you at school // They hate you if you're clever and they despise a fool // Till you're so fucking crazy you can't follow their rules // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // When they've tortured and scared you for twenty odd years // Then they expect you to pick a career // When you can't really function you're so full of fear // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // Keep you doped with religion and sex and TV // And you think you're so clever and class less and free // But you're still fucking peasants as far as I can see // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // There's room at the top they are telling you still // But first you must learn how to smile as you kill // If you want to be like the folks on the hill // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // If you want to be a hero well just follow me // If you want to be a hero well just follow me.
John Lennon,20101970
Protesto
Um dia destes acordei com vontade de protestar contra quem inventou este modelo de vida... Contra quem o implementou… Contra mim e contra todos nós que diariamente damos seguimento. Suspiramos por um feriado, pela tolerância de ponto, um dia de descanso, pelas férias, pelo dia em que nos sairá a sorte grande e não precisaremos de trabalhar. Por outro lado deprimimos por não termos um emprego. Sentimo-nos perdidos por não termos seguido os estudos - Coitado do desempregado; Coitado de quem não seguiu os estudos. Quero protestar contra tudo isso... Rasgar, desinfestar e incinerar o diploma, o currículo, os contratos assinados… Fugir de tudo isso, gastar a minhas economias e deixar-me ficar nesse status, longe de tudo o que exista em função do PIB. Evoluímos de sociedades que viviam sintonizados com o universo, em comunhão com a natureza e em função do que esta lhe proporcionava, para sociedades onde tudo gira em torno do cumprimento de expectativas, onde não somos mais do que um aglutinamento de dados aleatórios em relatórios estatísticos. Trocámos “o que somos” por “o que temos de ser”. Hipotecamos conscientemente o viver no agora para que o possamos fazer no depois.
“Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar”
Helen Keller
Porque é que me chamaste Liberdade?
Porque não sigo nem quero que me sigam? Porque não sabes o que estou a pensar nem o que vou escrever a seguir? Porque não tenho ‘opinião rígida sobre nada’? Porque sei que não sou infalível? Porque penso fora da caixa? Porque não suportaria ser igual a quem quer que seja? Porque procuro sempre não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos? Porque sei que a “liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre.” Porque não a procuro em nenhum modelo político, credo, dogma, conhecimento filosófico ou técnica psicológica? Porque são 20h e estou a pensar num certo bilhete para o filme do ‘Desassossego’? Porque me rio bastante e com frequência? Porque sei que sou respeitado por pessoas inteligentes como tu? Porque sou eu pa? :)
1 de outubro de 2010
I say one good thing, one good thing...
...when it hits you feel no pain
One good thing about music
When it hits you feel no pain
So hit me with music
Hit me with music now
Hit me with music, hit me with music
Bob Marley in 'Trenchtown rock'
1 de Outubro, Dia Mundial da Musica
24horas pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social
é uma iniciativa que pretende assinalar o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social.
No próximo dia 6 de Outubro 2010 vão decorrer em simultâneo várias actividades espalhadas pelo País promovidas por mais de 90 organizações com o objectivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade portuguesa para a problemática da pobreza e da exclusão social, enquanto efectivas violações dos mais elementares Direitos Humanos.
30 de setembro de 2010
24 de setembro de 2010
Levanta-te!
A Campanha Objectivo 2015 quer inspirar todos os cidadãos e organizações que acreditam que o Governo Português deve conceder mais e melhor ajuda pública para o desenvolvimento (APD), contribuindo assim para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
![]() |
| Lisboa, 17 de Setembro, Fundação Assistência Médica Internacional (Na foto não dá para ver, mas gritámos!) |
16 de setembro de 2010
13 de setembro de 2010
Sem título
Foto: AFP
Maputo, 2010.
Os pais deste miúdo lutaram pela liberdade e pela independência. Hoje a luta é por pão e água.
12 de setembro de 2010
Loopy Jazzist
- Este disco de jazzy loops tem-se demonstrado perfeito para limpar a toxicidade sonora que os meus ouvidos captam e absorvem sem o meu consentimento!
L/1 - Comin' To Town
«When words fail music speaks»
10 de setembro de 2010
Vou dar corrida ao nao e à pitice h
O não quando associado ao medo e à ignorância é uma ameaça ao progresso. O não é egoísta! O não é um poderoso mantra de defesa do ego e da individualidade. O não é muitas vezes um entrave ao auto-conhecimento e ao conhecimento dos outros. A alma não reconhece o não porque o mais provável é ao nível dela não existir nem sim nem não, no sentido de que tudo é assimilado sem julgamento prévio, dado que tudo contribui para o seu crescimento. O não remete-nos para uma batalha épica entre o bem e o mal. Ouvir um não é como ouvir uma porta fechar e há portas que racham paredes quando são fechadas! Esta postada tem carga negativa por reeditar tantas vezes a palavra não. Mas eu não sou uma pessoa negativa porque o universo tem carga positiva. Este palavreado de quem não tem nada para fazer num final de tarde de sexta-feira serve apenas para dizer/avisar/comunicar que este blog é positivo, que eu sou eu e que é por estas e por outras que no dia 1 de Outubro de 2010 vou dar corrida ao nao e à pitice h. Mais do que ajustes de forma, vou extrair cirurgicamente a espinha que está a encravar a polaridade deste blog.
Agora um cróquis para o(a)s mais lerdo(a)s distraido(a)s:
A partir de 1 de Outubro faça isto:
http://naosoueupah.blogspot.com = http://soueupa.blogspot.com
Picuinheces - deve estar alguém a pensar neste preciso momento... Caro(a) senhor(a), eu sou assim mesmo, um Ser constituído por um número infinito de picuinhices dotadas de vida própria e que auguram o momento certo para dar o salto! Eu vou dar o salto juntamente! Aconselho todos a anteciparem-se à inevitabilidade do factor tempo, a precaverem-se do factor esquecimento e a adicionarem desde já o http://soueupa.blogspot.com ao separador Favoritos dos vossos navegadores. Se me perderem de vista será por inercia da vossa parte porque eu avisei... Xeeeeê olhe lá camarada!!! Eu até fiz um cróquis do evento para ninguém se perder!
7 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
Frases Promocionais Vol.1
Se em todas as páginas de pessoas ditas importantes existe uma autobiografia introdutória narrada na 3ª pessoa, como se tivesse sido copiada de um wikipedia qualquer, porque não um vulgar cidadão redigir também a sua própria nota publicitária? Algo como... Nar6 aka Art & Soul aka Della aka Blaq Magician, nascido em Almada corria o ano de 1982... (Ei pára! Não faz sentido narrar isto na 3ª pessoa à jogador de futebol... E tu consegues ser mais original do que isto) Mas quem és tu? (Eu sou tu!) Tu és eu? Como assim? (Sou o teu companheiro de espírito… certa pessoa escreveu um dia: "Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?") Wow! Eu inventei-te? Estarei a dormir? Há dias em que acordo e outros em que fico preso momentos únicos de regresso ao puro e natural, onde o inconsciente desafia a moral (E quando voltas?) Overdose de pensamentos soltos procurando a página-mãe, mas que se diluem enquanto vou subindo (Estás acordado?) Sim, mas ainda é cedo, vou “tchilar” mais um com pouco ao som de "Feeling Good" com samples de "Mistic Mourning" e "Smile". Musica! Esse combustível amigo do ambiente que nos faz mover, mesmo com o corpo em suspenso, capaz de rivalizar com o próprio silêncio que raramente perde o sentido. Sempre para a frente, olhar para trás é perder o norte. Parar não é morrer mas é contrariar os ventos da vida e eu preciso constantemente de ruas novas para me perder, preciso deixar a rua me levar para no fim reencontrar-me comigo mesmo. Muito mais simples quando fazemos as escolhas e não olhamos para trás. (O que fazes da vida?) Vivo-a! E garanto que não são apenas três dias (Estás velho! Tristeza? Depressão?) Finto-a todos os dias com uma gargalhada e o do meio estoicamente erguido, antes morrer de pé do que viver ajoelhado! (Palavras sábias) Os actos têm mais valor! (Vais-te calar?) Por norma faço apenas o que penso e só falo o que sinto embora não fale muito… com a boca. (Então?) “Cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio”. Às vezes falar é perda de tempo. O tempo perdido à procura do papelinho endinheirado (Crise de valores?) Claramente. Os valores de hoje fazem “plim-plim” no bolso e não estou a falar das chaves de casa! (Dinheiro?) Não vale a pena pedirem, só tenho para comprar pão, água, música. Porque me interrompes com perguntas parvas? Se tu és eu e eu sou tu, diz-me qual é o fundamento para tantas perguntas sobre coisas que já tens a resposta? Isto é uma entrevista para emprego? (Não. É para meteres na tua página para que as pessoas sem vida social possam ler, por isso cuidado com o que escreves) Aié? Hei tu aí!? Sim tu que me estás a ler! Não tens mais nada para fazer? Sei lá… passear na rua, nem que seja uma ida à janela, regar as plantas, fazer um desenho ou um recado à mamã, quiçá ler um livro…?! Eu não leio mas não queiras ser como eu. Uma vez quase ia lendo um livro do inicio ao fim mas cansei-me a meio daquela quadra que diz “Introdução” (Mas no outro dia vi-te a ler um livro...) Ok! Diz-me outro livro que me tenhas visto a ler para além desse… (Hmmmm…) Eu prefiro guardar as energias para coisas menos cansativas e mais instrutivas como observar uma formiga a explorar uma enorme parede branca (Como um ponto insignificante?) Não, como um ponto de fuga para momentos introspectivos em busca do desconhecido. Eu não te conheço de lado nenhum, mas considero-te meu amigo até que me proves o contrário (Somos amigos?) Sim, no mínimo és meu amigo e no máximo um desconhecido amigo. (E se eu não quiser ser teu amigo?) Podes inventar uma guerra e pensar que somos inimigos... com a tal criatividade que quer rimar com uma liberdade encarcerada pelo Homem que tem uma criancinha dentro de si que quer brincar mas que vai mantendo amordaçada numa tentativa de prestar culto à imagem especulada que detém na sociedade. "Coitado do ser humano em quem não ficou nada da criança". No fundo somos todos fantoches como o batráquio dos anúncios da TV. Toda a gente sabe que os sapos não falam e não conduzem mas lá está, Criatividade e Loucura q.b. Não, eu não sou louco! Sou apenas um ser com ideias estranhas e que pensa com o corpo e a alma sem filtros. (Um ser em plenitude?) Ainda não. Sabes que "seremos o que quisermos se o quisermos querendo ou melhor: se o quisermos como queriamos se o quiséssemos" (Verdade!) Uma vez disseram-me "Yo mano! Tu tens bué palavreado, devias ser político" e eu respondi: "Não, obrigado. Prefiro fazer algo na vida porque “Actions speak louder than words”. Mas por vezes falar torna-se mais perigoso do que um serial killer estratégicamente colocado a puxar o gatilho em todas as direcções. Hey! No gunz here! "Niggaz with knowledge is more dangerous than niggaz with guns, they make the guns easy to get and try to keep niggaz dumb" (The Proud!) E eu sou da paz. Tenho apenas este teclado que simboliza uma esferográfica que não deixa de ser mortal dependendo do lado da barricada em que te encontras… Eu estou no meio, untouchable, Invincible como C’N’N. Tenho vip de very important PRETO e como podes ver não sou nenhum mentecapto como dita qualquer estereotipo digno desse nome. Tenho bons modos porque fui bem-educado; sou bonito porque um dia alguém cantou bem alto: BLACK IS BEAUTIFUL e tal como o meu parente NBC tenho muito orgulho no meu Natural Black Color. Ao contrário dos Nigga P adoro ser Julgado Pela Minha Aparência, sinto-me vivo e diferente sempre que o fazem, não suportava ser igual a outra pessoa (Só seremos iguais quando podermos ser diferentes?) Sim. (Tu não existes!) "Penso, logo existo"(Pessoa?) Sim, algumas existem e parece que não pensam(ento): Porque é que as palavras que escrevemos para nós mesmos soam melhor do que as palavras que escrevemos para os outros? Apesar de escrever muito não costumo ler o que escrevo, não faz sentido ler coisas que já sei (perda de tempo?) Sim! Se encontrares erros ortográficos e gramaticais nesta escrita faz a dita correcção mentalmente a espontaneidade impede-me de o fazer. Emancipadosempre fui. (Já te vais?) Eu disse que a minha mente é livre não que me ia embora! Sabias que o cérebro humano precisa de glicose para funcionar bem? (Não me digas…) Acho que devias ir comer um chocolate, não estás a conseguir interpretar-me, o que não me espanta porque durante muito tempo fui um incompreendido (Como qualquer GRANDE GÉNIO?) Não, eu não sou nenhum GÉNIO nem algo que se pareça, mas por vezes quando digo 1 percebem 2, digo batatas ouvem couves… mas sou GRANDE porque não sou do tamanho da minha altura nem do tamanho do que vejo como alguém sugeriu. Sou do tamanho daquilo que a maioria só faz quando está a dormir e que faço o tempo todo (Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce?) Não! Eu SONHO, eu QUERO e sou o ÚNICO mestre de obras da minha vida! Maldito dia em que tiraram o Quem Sou Eu? do centro do universo e colocaram tolíces e que toda a gente teima em citar. (É defeito?) Nunca entendi quando dizem que teimosia é defeito… defeito têm as Levi's da Feira de Carcavelos com péssima costura! As pessoas não têm defeitos nem virtudes mas sim traços característicos... tudo faz parte, independentemente do sinal negativo ou positivo (Quais são as tuas características?) Observador, abstracto, ausente, calmo, pacifista, irrequieto, clandestino, organizado, trapalhão, humanizado, sensível, frio, duro, eficaz, arrebatador, insano, enigmático, fantasista, criativo, secreto, recatado, esquivo, simples, complicado, prestável, multifacetado, imprevisível, solidário, tímido, individualista mas não egoísta, pensador, paciente, optimista, lutador, sonhador… e ostento a bandeira da esquisitice, sempre. (Acho que o leitor não entendeu nada! Não consegues ser mais simples?) Simplificando: fofo, bonito, simpático perfeito muito perfeitinho! Um sujeito com o chão bem colado aos pés como podes ver. (Gostas de ti?) Amo-me! (Em termos de auto-conhecimento, auto-estima e auto-avaliação estás no ponto. Se melhorar estraga!) Não compreendo pessoas que dizem que não são as mais indicadas para falar delas mesmas, pessoas que certamente nunca devem ter parado para olharem para elas mesmas desconhecendo aquilo são e não estou a falar em olhar ao espelho "porque de tudo os espelhos são a invenção mais impura" (Pois é, não suportam estar sozinhas porque isso faz com que entrem em contacto com elas mesmas e porque conseguem apenas ver uma existência repleta de preocupações, problemas e frustrações resultantes de um querer ser ainda não concretizado… Para fintar esse estado de alma inventam coisas para fazer, vêm televisão, lêem livros da treta, compram coisas, divertem-se com as coisas que compram, mudam de visual, rodeiam-se de pessoas como elas, fazem barulho e tudo o que as distraia e as impeça de atingirem o autoconhecimento…) Isso mesmo! "Procuram no sítio errado o certo, onde o certo é errado no lugar da verdade…" Sempre tive facilidade em desligar-me das coisas, das pessoas, do mundo físico... não pensar em nada, não dizer nada, não julgar nada nem ninguém, reencontrar-me. E por isso mesmo "odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia" porque isso faz-me sentir que "estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa". Quando era mais novo perguntavam-me sempre o que eu queria ser quando fosse MAIS GRANDE e eu respondia astronauta. Um amigo meu respondia polícia e outro amigo respondia piloto de aviões. Hoje em dia, o que queria ser polícia é o maior traficante lá do bairro, o que queria ser aviador desmanchou-se todo quando caiu do 4º andar e o astronauta está para aqui a escrever parvoíces sem parar. Mas eu gosto de escrever, faço-o com a mesma velocidade com que penso, às vezes saem coisas sem sentido mas sempre com fé de que um dia ganhem sentido. Escrever é a única forma de alguém falar sem ser interrompido daí que eu ainda não tenha parado. Quando escrevo consigo ouvir as 77 vozes que coabitam dentro da minha cabeça (Eu sou uma delas eheh) Mas raramente consigo expressar de forma oral ou escrita... Calo-me e olho para o mais longe possível, para um universo paralelo onde não tenho que responder a nada nem a ninguém, onde apenas faço planos absurdos e alimento projectos mirabolantes. É ali que me manifesto plenamente: Um dia vou dominar o mundo (Tu não és normal pois não?) O que é ser normal? É pensar como todos pensam? É pensar-me ignorando aquilo que sou? Como é que consegues chegar a uma conclusão sobre mim sem me conheceres sequer? Eu posso não ser o que escrevo, posso simplesmente escrever aquilo que sempre quis ser sem nunca o ter sido… posso escrever algo que já fui… posso ter copiado este palavreado todo de um sitio qualquer... A única certeza que te posso dar é que não sou aquilo que os teus olhos crêem que sou! E porque “há minutos que nem um minuto demoram e vidas que nem vidas chegam a ser” vou parar por aqui e dedicar-me a coisas que me permitam ser.
23 de agosto de 2010
Lady Day
- Remixed by Free The Robots
- The storytelling and the feeling still there... in the same 1930's dark and smoked room
- The storytelling and the feeling still there... in the same 1930's dark and smoked room
22 de agosto de 2010
Atitudes
3 de Julho 2010, final de tarde, algures na Amora. Cheguei a casa e ao espreitar pela janela constatei que por motivos de greve devidamente anunciada não houve recolha de lixo minha área de residência.
Atitude A - Tentei não fazer muito lixo e o pouco que fiz guardei em casa até o serviço de recolha de lixo estar reestabelecido.
Atitude B - Tive um rasgo do género "Tsss... Era só o que faltava guardar lixo em casa!" e de seguida criei e inventei lixo, desci as escadas, atravessei a rua e depositei o meu contributo para o embelezamento da rua onde vivo.
Glossário
Lixo - "Materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela actividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados […] pode ser considerado como uma invenção humana, pois em processos naturais não há lixo."
20 de agosto de 2010
Dinner At The Thompson’s
"Franco-US collaboration (don't see many of them these days do you?) that is well deserving of your ear. Franco-American singer Lucille combines classic jazz vocals, poetry and spoken word story telling with Fablive's hip hop production ethics that combines jazz soul and electro into a heady brew..."
8 de agosto de 2010
Le Chaier Noir 4: Obituário
Se eu morrer amanha, não me matem. Não gastem lágrimas em matéria destinada ao apodrecimento, nem coroas de flores, prefiro que as deixem viver! Não estraguem a neutralidade do preto com sentimentos mórbidos. Não incomodem a minha família porque eles já foram avisados e preparados... Se eu morrer amanha, não permitam que eu faça parte do meu próprio funeral. Não olhem para baixo porque não estarei lá. A minha única morada é e será sempre a imensidão de um Universo em constante expansão e nunca uma caixa a 2 metros de profundidade, à sombra de meia tonelada de terra. Se precisarem de olhar, olhem para dentro e para cima, com a luz como ponto de referência... Se eu morrer amanha, cancelem o meu funeral e tirem-me de lá! Se sentirem saudades não me reduzam a fotografias porque nunca fui imagem. Sintam-me na música que partilhámos e ouvimos juntos. Revejam-me em tudo o que saiu de mim e que de uma forma ou de outra todos receberam. Não guardem os meus pertences. Distribuam... espalhem tudo. Nada do que ficar me fará falta. Se quiserem ouvir-me uma vez mais procurem por Verdi, Vivaldi, Nina, Nat... eles sempre falaram a mesma língua que eu. Se me quiserem ver procurem-me nas cores e na simplicidade complexa de Mondrian, Kandinsky e Malevitch. Criem, partilhem e ajudem quem vos procura... Se eu morrer amanha não pensem muito em mim, eu tentei cumprir-me. Pouco ou nada ficou por dizer e muito ficou por fazer, mas não fiquem presos a isso porque eu não fiquei. Não tornem o evento mais complicado do que realmente é... Celebrem como sempre celebramos quando estivemos juntos!
Parte1
[5:20 - 6:40]
"Directed by Terence Nance, the “Something to Believe,” addresses the detachment we all battle when facedwith the the world’s overwhelming issues. “It’s hard to think about all the problems in the world without getting a little overwhelmed. So, a lot of times we just ignore things. I think Africa has suffered a lot because people choose to remain ignorant, rather than address the issues that are right in front of our faces,” Blitz said."
Parte2
[3:00 - 3:33]
"A video has emerged showing French police evicting African immigrants with babies and children during a housing protest in a Paris suburb. Police arrived in the north-east Parisian suburb of La Courneuve last Wednesday and asked a group of about 60 mostly women and children to move, said Michael Hajdenberg, a journalist with the French media organization Mediapart.The group had been living in the street since being evicted from their council homes on July 8 to make way for a new housing project, he said. When the group failed to respond to the request, Hajdenberg said police officers forcibly removed them."
20 de julho de 2010
Dia Internacional da Amizade
Your real friends will serve you long
Your memories might fade
Your real friends will serve you long
Sunshine or rain,Your real friends will serve you long,When all else fails
Your real friends wont do you wrong
Real friend don’t change
18 de julho de 2010
O que é que os vizinhos vão pensar de nós?
A musica que estou a ouvir retrata perfeitamente a tragicomédia da República onde o Carmo e a Trindade iam caindo (em cima da cabeça da meia dúzia de famílias que gerem a vida económica do país desde miloitocentosetrocopasso) quando o Primeiro que toda a gente odeia avançou com a ideia de aumentar o salário mínimo de 450€ para 475€. À medida que a musica avança e a vocalista dá o mote, visualizo 10.637.713 criaturas que teimam em não entender que são uma pessoa só...
Individuo na casa dos "inte", acabadinho de se licenciar, pronto para a matança, mas que não encontra emprego porque não há emprego ou então porque Amigo, você não tem experiência! (Tu): Como é que vou ganhar experiência se não me dão oportunidades para acumular experiência? (O outro): Amigo, você não tem experiência para começar a acumular experiência aqui, por isso vá procurar em locais onde não precisa de experiência para acumular experiência. (Tu): Call-center? Só se for em part-time para não me cansar muito... E vou aproveitar e fazer um Mestrado... Mais formação, mais especialização, mais currículo... aos "inta" assinas como Sr. Doutor, mas ainda aturas estúpidos ao telefone porque as tuas habilitações teimam em contrastar com uma experiência irrelevante e com um ordenado inferior ao orgulho do socialismo que te governa. Tens noção que podias ganhar muito mais a lavar pratos, servir à mesa ou a pintar paredes, mas um Sr. Doutor da tua categoria não se pode sujeitar a essas lides menores... isso é trabalho de imigrante ilegal. A tua vida está congelada, hipotecada, estagnada, em standby... Vives em casa dos queridos papás que para além de te terem pago o curso (porque és burro que nem um urso) ainda pagam o carro, sustentam as tuas bebedeiras de 5ª a Domingo, assim como as quotas de sócio e o lugar cativo no Estádio da Luz. (Ao telefone:) Tão zé, no Sábado queres ir à Manifestação do 1º Maio ali na Avenida? (Tu:) Agora não, que falta um impresso...Agora não, que o meu pai não quer...Agora não, que há engarrafamentos...Vão sem mim, que eu vou lá ter.
Individuo na casa dos "inte", acabadinho de se licenciar, pronto para a matança, mas que não encontra emprego porque não há emprego ou então porque Amigo, você não tem experiência! (Tu): Como é que vou ganhar experiência se não me dão oportunidades para acumular experiência? (O outro): Amigo, você não tem experiência para começar a acumular experiência aqui, por isso vá procurar em locais onde não precisa de experiência para acumular experiência. (Tu): Call-center? Só se for em part-time para não me cansar muito... E vou aproveitar e fazer um Mestrado... Mais formação, mais especialização, mais currículo... aos "inta" assinas como Sr. Doutor, mas ainda aturas estúpidos ao telefone porque as tuas habilitações teimam em contrastar com uma experiência irrelevante e com um ordenado inferior ao orgulho do socialismo que te governa. Tens noção que podias ganhar muito mais a lavar pratos, servir à mesa ou a pintar paredes, mas um Sr. Doutor da tua categoria não se pode sujeitar a essas lides menores... isso é trabalho de imigrante ilegal. A tua vida está congelada, hipotecada, estagnada, em standby... Vives em casa dos queridos papás que para além de te terem pago o curso (porque és burro que nem um urso) ainda pagam o carro, sustentam as tuas bebedeiras de 5ª a Domingo, assim como as quotas de sócio e o lugar cativo no Estádio da Luz. (Ao telefone:) Tão zé, no Sábado queres ir à Manifestação do 1º Maio ali na Avenida? (Tu:) Agora não, que falta um impresso...Agora não, que o meu pai não quer...Agora não, que há engarrafamentos...Vão sem mim, que eu vou lá ter.
Aos 33, após sucessivos adiamentos e graças à multinacional "C-Factor" que sempre abominaste e que sabes agora que é mais funcional e que tem mais aceitação do que qualquer medida do Simplex, começas a trabalhar numa empresa, a ganhar 2000€ mensais... Uma fortuna para quem nunca ganhou mais de 300 euros... Agora já posso trocar o xaço de 2005 por um mais recente, ir de férias com a namorada, acompanhar o Glorioso nas competições europeias, contrair empréstimos para comprar uma casa e tudo o que tiver um preço! Casar, ter 2 filhos. Já posso ser a pessoa que sempre quis ser!
Palavra-chave: Aquisição.
Mantra: Ter é Poder e se não tiver um preço não vale a pena ter.
(Nova Mensagem no Gmail:) Ora vivas Zé! Olha, hoje vai haver uma manif. em S. Bento contra o aumento do IVA e do IRS, combustível, luz, água, pão... Vamos partir aquela merda toda!!! Tudo o que for pinguim vai levar com um paralelo nos cornos!!! Não queres ir? (Resposta:) Agora não, que é hora do almoço...Agora não, que é hora do jantar...Agora não, que eu acho que não posso...Amanhã vou trabalhar...
Trabalho: Um dos processos através dos quais A cria riqueza para B. Após 15 anos a contribuir para a maximização dos lucros da empresa, o teu superior, condecorado pelo P.R. no último 10 de Junho, montando um Mercedes e erguendo um cálice de Romanée-Conti, segue as premissas ditadas pela Eurolândia (Redução de salários em 40%) e decide cortar o teu salário não em 40 mas em 60% e congelá-lo nos próximos 15 anos para não deixar dúvidas quanto ao esforço e sacrifícios do país rumo à retoma! A nível macro, o Parlamento aprova por unanimidade o agravamento da carga fiscal em 15% com aplicação retroactiva para todos os ricaços que tenham rendimentos iguais ou superiores a 1000€/mês , exceptuando os que ocupam cargos políticos e cargos em empresas públicas e privadas rotuladas com o selo de "Interesse Nacional", sem esquecer (esse antro de Boys que são) as instituições financeiras... Eu acho que toda a gente que saiba ler, que seja minimamente curiosa e conhecedora dos seus direitos (não enchem uma carruagem da Fertagus, verdade seja dita) já teve arcaboiço mental suficiente para abrir a C.R.P. e ler o 108.º.
Ganhas menos, mas tens de olhar pelo lado positivo: não perdeste o emprego... seria uma grande chatice porque toda a gente sabe que aos 48, por mais competências que tenhas, és demasiado velho para arranjar um novo emprego e demasiado novo para a reforma (e também porque qualquer departamento de recursos humanos tem uma fila de possíveis estagiários dispostos a fazer o que tu fazes em troca de uma sandes de torresmo).
Hoje chegaste a casa e comunicaste à família que se avizinham tempos difíceis e que o orçamento familiar vai sofrer uma hecatombe (O teu filho:) Papá já não vamos de férias para o Brasil? (Tu:) Vamos sim. Mas tu vais deixar de levar dinheiro para o almoço e para o lanche. A partir de amanha seremos uma família ensanduichada, da variante carcaça com manteiga, mas não digam a ninguém. (O teu outro filho:) Papá, vamos deixar de ter internet e televisão por cabo? (Tu:) Nem pensar filhote! (A tua mulher:) Querido, não precisamos de ter dois carros... E se vendêssemos o meu carro? (Tu:) Nem pensar! O que é que os vizinhos vão pensar? Hmmm, lembrei-me do teu pai... E se o tirássemos do Lar e o enfiássemos no quarto dos fundos? Quanto é a reforma dele? 700€? hmmmm... (Eu:) Não me quero intrometer em assuntos do foro privado mas... E se vendessem os dois carros e passassem a andar de transportes públicos? E se deixassem de fazer as refeições fora de casa? E se cancelassem a net, a televisão por cabo, os telemóveis e as férias no estrangeiro para todo o sempre? (Tu:) Não, isso nunca! O que é que os vizinhos vão pensar de nós? Que somos pobres?
Todos pobres todos iguais? Revolta-me observar que enquanto que num plano paralelo (a anos-luz da tua realidade) o teu patrão troca o Mercedes por um Porsche Panamera Turbo, tu engoles o orgulho, perdes vergonha e vais ao banco renegociar a dívida e consolidar os 7 empréstimos contraídos aquando da tua fase aquisitiva. A próxima paragem é a Segurança Social, mas informam-te que, de acordo com a lei nº 70/2010, teu agregado tem um rendimento mensal demasiado alto para ter acesso a apoios sociais...
Depois da humilhação e do passo em frente rumo à desqualificação social, paras na Taberna do Hortênsio para encher a cara e destilar ódio contra o actual governo. Quando regressas a casa, ligas a televisão e ouves o Primeiro que toda a gente odeia anunciar o aumento da idade de reforma dos 65 para os 70... Não gosto de agoirar, mas o mais provável é chegar o dia da aposentação e à porta da Segurança Social estar um Bulldog com sotaque estrangeiro a informar que o Estado Providência foi penhorado pelo FMI e pelo BCE... Todos os activos do outrora Estado de Bem-estar Social estão a ser canalizados para pagar a dívida externa que tu e o teu país acumularam nos últimos 100 anos.
Pois é meu caro geronto, agora chegou a vez de te levarem, mas ninguém te vai acudir porque estiveste sempre demasiado ocupado com o agora não 'que estou lançar OPA's em montras e catálogos, agora não 'que estou a cultivar uma imagem nariguda perante os outros, agora não que estou a acenar um estilo de vida de plástico. Enquanto meia dúzia de Cidadãos participavam em paralisações e marchas com dentes à mostra e punhas serrados, tu, no alto de um pedestal de 2000€, viravas as costas e dizias que a luta não era tua e que eles deviam era ir trabalhar em vez de complicar a vida de quem quer trabalhar! O mais incrível é que nem te sentiste motivado para o fazer em nome dos teus filhos e netos que vão herdar isto tudo! Como se diz em bom português: Tás bem Fodido!!! E é bom que o teu coração aguente isto tudo porque o Centro de Saúde mais próximo fica a 150 quilómetros de distância. O Hospital? Bom, lamento informar-te, mas, graças ao PEC, a construção do Hospital está suspensa desde 2009.
Diriges-te ao Centro Comunitário da tua Freguesia porque ouviste dizer que todos os dias de manha distribuem géneros alimentares aos grupos sociais mais desfavorecidos... Pelo caminho o teu ex patrão passa num Bugati Veyron, reconhece-te, baixa os vidros escuros, acena-te e tu retribuis o gesto com um enorme sorriso e polegar erguido, demonstrando orgulho de ter trabalhado para aquele senhor... Consolidas o teu novo status social com dois sacos cheios de Arroz, grão, atum, massa, iogurte e bolachas com selo do Banco Alimentar... No regresso a casa deparas-te com um grupo de jovens que, munidos de latas de graffiti, exteriorizam a sua revolta num muro: ANTES MORRER DE PÉ DO QUE VIVER AJOELHADO!!! Lembras-te de quando eras púbere como eles? Da tua alienação perante o que se estava a passar? Lembras-te do tempo em que a tua única preocupação era futebol, praia, noitadas e cowboiada? Lembras-te da época em que tinhas disponibilidade física e mental para fazer valer os teus direitos e ideias para um mundo melhor? Tiveste oportunidade de mudar o rumo das coisas, mas optaste pela toada bipolar retratada na musica que estou a ouvir: Agora não, que me dói a barriga... Agora não, dizem que vai chover... Agora não, que joga o Benfica... e eu tenho mais que fazer! Pois é caro amigo, quando se luta nem sempre se ganha, quando não se luta, perde-se sempre.
Até ao dia em que te vieram buscar dedicaste-te ao activismo de sofá e sempre que exerceste a tua cidadania fizeste-o em favor da oligarquia de descendente daqueles que pensaste terem sido escorraçados no Abril de 74. Direccionaste o teu voto de confiança sempre para os que detinham o tão propalado pedigree político e que tinham no fundo da gaveta o objectivo acabar com o Estado Social. Confiaste as rédeas do destino do teu país a quem aos 50 anos coleccionava mais reformas do que as que tu irás receber em 10 vidas. Escolheste os mesmos que, patrocinados por 191.405.356.61€ do Orçamento de Estado em 2010, AnoEuropeu Nacional de Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social os Pobres, se reuniram em S.Bento para discutir e decidir o cancelamento de Direitos legalmente consagrados, o encerramento de centros de saúde, escolas e um conjunto de medidas que no fundo estimulam o facilitismo e a tua ignorância ao ponto de não conseguires oralisar correctamente o valor que indiquei 4 linha acima. Não votaste no candidato que não pertencia ao sistema porque disseram na televisão que não possuía carisma, currículo, nem experiência política, ao contrário dos que, como alguém escreveu, ganham aos catorze anos a primeira gravata, com as cores do partido que melhor os ilude. Aos quinze, seguem a caravana. Aplaudem conforme o cenho das chefias. São os chamados anos de formação. Aí aprendem a compor o gesto, a interpretar humores, a mentir honestamente. Aprendem a leveza das palavras, a escolher o vinho, a espumar de sorriso nos dentes. Aprendem o sim e o não mais oportunos. Aos vinte anos, já conhecem pelo cheiro o carisma de uns, a menos-valia de outros, enquanto prosseguem vagos estudos de direito ou economia. Estão de olho nos primeiros cargos; é preciso minar, desminar, intrigar, reunir. Só os piores conseguem ultrapassar essa fase. há então os que vão para os municípios, os que preferem os organismos públicos. Tudo depende de um golpe de vista ou dos patrocínios à disposição. É bem o momento de integrar as listas de elegíveis, pondo sempre a baixeza acima de tudo. A partir do parlamento, tudo pode acontecer: diretor de empresa pública, coordenador de campanha, assessor de ministro, ministro, diretor executivo, presidente da caixa, embaixador na pqp!... mais à frente, para coroar a carreira, o golden-share de uma cadeira ao pôr-do-sol. No final, para os mais obstinados, pode haver nome de rua (com ou sem estátuas), flores de panegírico, fanfarras e... formol!
Trabalho: Um dos processos através dos quais A cria riqueza para B. Após 15 anos a contribuir para a maximização dos lucros da empresa, o teu superior, condecorado pelo P.R. no último 10 de Junho, montando um Mercedes e erguendo um cálice de Romanée-Conti, segue as premissas ditadas pela Eurolândia (Redução de salários em 40%) e decide cortar o teu salário não em 40 mas em 60% e congelá-lo nos próximos 15 anos para não deixar dúvidas quanto ao esforço e sacrifícios do país rumo à retoma! A nível macro, o Parlamento aprova por unanimidade o agravamento da carga fiscal em 15% com aplicação retroactiva para todos os ricaços que tenham rendimentos iguais ou superiores a 1000€/mês , exceptuando os que ocupam cargos políticos e cargos em empresas públicas e privadas rotuladas com o selo de "Interesse Nacional", sem esquecer (esse antro de Boys que são) as instituições financeiras... Eu acho que toda a gente que saiba ler, que seja minimamente curiosa e conhecedora dos seus direitos (não enchem uma carruagem da Fertagus, verdade seja dita) já teve arcaboiço mental suficiente para abrir a C.R.P. e ler o 108.º.
Ganhas menos, mas tens de olhar pelo lado positivo: não perdeste o emprego... seria uma grande chatice porque toda a gente sabe que aos 48, por mais competências que tenhas, és demasiado velho para arranjar um novo emprego e demasiado novo para a reforma (e também porque qualquer departamento de recursos humanos tem uma fila de possíveis estagiários dispostos a fazer o que tu fazes em troca de uma sandes de torresmo).
Hoje chegaste a casa e comunicaste à família que se avizinham tempos difíceis e que o orçamento familiar vai sofrer uma hecatombe (O teu filho:) Papá já não vamos de férias para o Brasil? (Tu:) Vamos sim. Mas tu vais deixar de levar dinheiro para o almoço e para o lanche. A partir de amanha seremos uma família ensanduichada, da variante carcaça com manteiga, mas não digam a ninguém. (O teu outro filho:) Papá, vamos deixar de ter internet e televisão por cabo? (Tu:) Nem pensar filhote! (A tua mulher:) Querido, não precisamos de ter dois carros... E se vendêssemos o meu carro? (Tu:) Nem pensar! O que é que os vizinhos vão pensar? Hmmm, lembrei-me do teu pai... E se o tirássemos do Lar e o enfiássemos no quarto dos fundos? Quanto é a reforma dele? 700€? hmmmm... (Eu:) Não me quero intrometer em assuntos do foro privado mas... E se vendessem os dois carros e passassem a andar de transportes públicos? E se deixassem de fazer as refeições fora de casa? E se cancelassem a net, a televisão por cabo, os telemóveis e as férias no estrangeiro para todo o sempre? (Tu:) Não, isso nunca! O que é que os vizinhos vão pensar de nós? Que somos pobres?
Todos pobres todos iguais? Revolta-me observar que enquanto que num plano paralelo (a anos-luz da tua realidade) o teu patrão troca o Mercedes por um Porsche Panamera Turbo, tu engoles o orgulho, perdes vergonha e vais ao banco renegociar a dívida e consolidar os 7 empréstimos contraídos aquando da tua fase aquisitiva. A próxima paragem é a Segurança Social, mas informam-te que, de acordo com a lei nº 70/2010, teu agregado tem um rendimento mensal demasiado alto para ter acesso a apoios sociais...
Depois da humilhação e do passo em frente rumo à desqualificação social, paras na Taberna do Hortênsio para encher a cara e destilar ódio contra o actual governo. Quando regressas a casa, ligas a televisão e ouves o Primeiro que toda a gente odeia anunciar o aumento da idade de reforma dos 65 para os 70... Não gosto de agoirar, mas o mais provável é chegar o dia da aposentação e à porta da Segurança Social estar um Bulldog com sotaque estrangeiro a informar que o Estado Providência foi penhorado pelo FMI e pelo BCE... Todos os activos do outrora Estado de Bem-estar Social estão a ser canalizados para pagar a dívida externa que tu e o teu país acumularam nos últimos 100 anos.
Pois é meu caro geronto, agora chegou a vez de te levarem, mas ninguém te vai acudir porque estiveste sempre demasiado ocupado com o agora não 'que estou lançar OPA's em montras e catálogos, agora não 'que estou a cultivar uma imagem nariguda perante os outros, agora não que estou a acenar um estilo de vida de plástico. Enquanto meia dúzia de Cidadãos participavam em paralisações e marchas com dentes à mostra e punhas serrados, tu, no alto de um pedestal de 2000€, viravas as costas e dizias que a luta não era tua e que eles deviam era ir trabalhar em vez de complicar a vida de quem quer trabalhar! O mais incrível é que nem te sentiste motivado para o fazer em nome dos teus filhos e netos que vão herdar isto tudo! Como se diz em bom português: Tás bem Fodido!!! E é bom que o teu coração aguente isto tudo porque o Centro de Saúde mais próximo fica a 150 quilómetros de distância. O Hospital? Bom, lamento informar-te, mas, graças ao PEC, a construção do Hospital está suspensa desde 2009.
Diriges-te ao Centro Comunitário da tua Freguesia porque ouviste dizer que todos os dias de manha distribuem géneros alimentares aos grupos sociais mais desfavorecidos... Pelo caminho o teu ex patrão passa num Bugati Veyron, reconhece-te, baixa os vidros escuros, acena-te e tu retribuis o gesto com um enorme sorriso e polegar erguido, demonstrando orgulho de ter trabalhado para aquele senhor... Consolidas o teu novo status social com dois sacos cheios de Arroz, grão, atum, massa, iogurte e bolachas com selo do Banco Alimentar... No regresso a casa deparas-te com um grupo de jovens que, munidos de latas de graffiti, exteriorizam a sua revolta num muro: ANTES MORRER DE PÉ DO QUE VIVER AJOELHADO!!! Lembras-te de quando eras púbere como eles? Da tua alienação perante o que se estava a passar? Lembras-te do tempo em que a tua única preocupação era futebol, praia, noitadas e cowboiada? Lembras-te da época em que tinhas disponibilidade física e mental para fazer valer os teus direitos e ideias para um mundo melhor? Tiveste oportunidade de mudar o rumo das coisas, mas optaste pela toada bipolar retratada na musica que estou a ouvir: Agora não, que me dói a barriga... Agora não, dizem que vai chover... Agora não, que joga o Benfica... e eu tenho mais que fazer! Pois é caro amigo, quando se luta nem sempre se ganha, quando não se luta, perde-se sempre.
Até ao dia em que te vieram buscar dedicaste-te ao activismo de sofá e sempre que exerceste a tua cidadania fizeste-o em favor da oligarquia de descendente daqueles que pensaste terem sido escorraçados no Abril de 74. Direccionaste o teu voto de confiança sempre para os que detinham o tão propalado pedigree político e que tinham no fundo da gaveta o objectivo acabar com o Estado Social. Confiaste as rédeas do destino do teu país a quem aos 50 anos coleccionava mais reformas do que as que tu irás receber em 10 vidas. Escolheste os mesmos que, patrocinados por 191.405.356.61€ do Orçamento de Estado em 2010, Ano
Pois é meu amigo, hoje vieram buscar-te e descobriste que levaste (ou estás a levar) uma vida de gado que caminha cegamente para o matadouro. O lado positivo é que estás em vias de aprender empiricamente que tudo o que diz respeito aos outros nos diz respeito a nós, porque a vida em sociedade é uma teia complexa em que não é possível puxar um fio sem que os outros venham, estejas tu em Portugal, no Iraque, na Somália, no Brasil, na Austrália ou em Júpiter.
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