26 de outubro de 2010
21 de outubro de 2010
20 de outubro de 2010
16 de outubro de 2010
Hoje temos Cachupa!!!
1 litro de milho partido
1/4 litro feijão-catarino
1/4 litro feijão fava
200g couve
3 batatas grandes
3 cenouras
3 tomates
2 cebolas grandes
2 cebolas grandes
alho
1/2 frango
1/2kg entrecosto
1/2kg chispe
1/2kg carne bovina
1 orelha de porco
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue
200g bacon
1/2 litro de vinho branco "vagabundo"
azeite
vinagre
sal
pimenta
louro
colorau
Dois tachos porque os tempos de cozedura são diferentes: milho e feijão para um lado, carne e afins para o outro. Legumes em standby.
Em casa sempre aprendi que o tempero é tudo! Se o tempero for bom podem dar-vos a comer bife de pedra e no final vão lamber as beiças como se tivessem acabado de comer bife de cavalo.
Umas horas antes os meus assistentes lavaram a carne, colocaram-na no tacho maior e temperaram com sal, alho, colorau, louro, pimenta, vinagre e vinho vagabundo. Nota: Passo sempre a carne por água, recuso-me a comer carne peganhosa, com muco e rastos biológicos de coisas que não pertençam à natureza da carne propriamente dita.
Sete da tarde. Comecei a cozinhar a carne com um refogado simples, depois inundei o tacho, acrescentei cebola, tomate e reequilibrei o tempero. Meti o milho e o feijão na panela de pressão, temperado com alho, louro e azeite. O processo de partir o milho é agressivo a modos que convém lavar para limpar a "poeira". O feijão idem. Outra: o milho tem tendência a ficar grudado no tacho, por isso, nunca se esqueçam de meter o feijão por baixo e o milho em cima. Cozer o milho e o feijão na panela de pressão demora +/- 40 minutos.
O ingrediente indispensável:
Há quem diga que sem milho não há cachupa. Eu digo que sem Boa disposição não há milho, nem cachupa. O resultado tem de reflectir o estado de alma. Cachupar é um evento social e se for possível a cozinha deve ter lotação esgotada! Todos a olhar para os dotes do cozinheiro; todos a gingar e a criolar ao ritmo do som que sai da tecnologia stereográfica, que no nosso caso é e será sempre:
Já está tudo cozinhado? Então é hora de dar corpo à cachupa propriamente dita! Porque é que meti a carne no tacho maior? Para lhe juntar o milho o feijão, subir o molho espectacular que já temos e consolidar tudo com cenoura, batata, cebola, couve e o bacon que entretanto estava triste e só no frigorífico. Prova-se o molho, acrescenta-se o que falta (um cubinho de knorr resulta sempre) e deixa-se apurar por alguns minutos.
Uma sugestão: Quando estiver pronto, tira-se a chouriçada (que não espedaçámos!), corta-se e sem perda de molho coloca-se novamente no tacho.
Pronto a servir!
“Cachupa à Narcissus não é rica nem pobre, é Cachupa classe-média, livre de impostos”
in Diário Económico
in Diário Económico
Há quem diga que a melhor parte da cachupa vem depois... O “Day after”, quando já não há carne e o milho absorveu o molho. Fazendo jus à tradição e encarnando um espírito green e responsável, a primeira refeição do dia será feita com os restos póstumos da cachupada da noite anterior. A cena é ressuscitar os restos mortais do falecido através de um refugado e da junção do ovo estrelado, de preferência mal passado (ké pa termos molho pá) E se houver uma linguiçazinha la gó ki xá ta bira café!!!
Lagos, 28 de Agosto de 2010
“A Cachupa é um prato sustentável”
in www.atitudessustentaveis.com
in www.atitudessustentaveis.com
AGORA QUE JÁ CAPTEI A VOSSA ATENÇÃO
Para muitas pessoas, hoje não é o Dia Mundial da Alimentação: é mais um dia sem alimentos. Apesar de o número de pessoas que passam fome ter baixado em relação ao máximo histórico de um bilhão atingido no ano passado, há ainda 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Esta situação lembra-nos constantemente que os sistemas alimentares mundiais não estão garantindo a segurança alimentar dos membros mais vulneráveis da sociedade.A meta relativa à fome, estabelecida no primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome, até 2015 – é um pilar do qual depende a realização de todos os objetivos. Quando as pessoas passam fome, não podem quebrar as correntes que as mantêm na pobreza e estão mais expostas às doenças infecciosas. As crianças que sofrem de fome não têm possibilidade de crescer, de aprender e de se desenvolver.Só este ano, o terremoto no Haiti, a seca no Sahel e as enchentes no Paquistão fizeram milhões de pessoas entrarem numa situação de fome que põe em risco as suas vidas. A crise alimentar e financeira continua afetando as pessoas mais vulneráveis de todo o mundo. Os preços dos alimentos mantêm-se voláteis e alcançaram, recentemente, o nível mais elevado dos últimos dois anos. Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
3 de outubro de 2010
Working Class Hero
As soon as you're born they make you feel small // By giving you no time instead of it all // Till the pain is so big you feel nothing at all // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // They hurt you at home and they hit you at school // They hate you if you're clever and they despise a fool // Till you're so fucking crazy you can't follow their rules // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // When they've tortured and scared you for twenty odd years // Then they expect you to pick a career // When you can't really function you're so full of fear // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // Keep you doped with religion and sex and TV // And you think you're so clever and class less and free // But you're still fucking peasants as far as I can see // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // There's room at the top they are telling you still // But first you must learn how to smile as you kill // If you want to be like the folks on the hill // A working class hero is something to be // A working class hero is something to be // If you want to be a hero well just follow me // If you want to be a hero well just follow me.
John Lennon,20101970
Protesto
Um dia destes acordei com vontade de protestar contra quem inventou este modelo de vida... Contra quem o implementou… Contra mim e contra todos nós que diariamente damos seguimento. Suspiramos por um feriado, pela tolerância de ponto, um dia de descanso, pelas férias, pelo dia em que nos sairá a sorte grande e não precisaremos de trabalhar. Por outro lado deprimimos por não termos um emprego. Sentimo-nos perdidos por não termos seguido os estudos - Coitado do desempregado; Coitado de quem não seguiu os estudos. Quero protestar contra tudo isso... Rasgar, desinfestar e incinerar o diploma, o currículo, os contratos assinados… Fugir de tudo isso, gastar a minhas economias e deixar-me ficar nesse status, longe de tudo o que exista em função do PIB. Evoluímos de sociedades que viviam sintonizados com o universo, em comunhão com a natureza e em função do que esta lhe proporcionava, para sociedades onde tudo gira em torno do cumprimento de expectativas, onde não somos mais do que um aglutinamento de dados aleatórios em relatórios estatísticos. Trocámos “o que somos” por “o que temos de ser”. Hipotecamos conscientemente o viver no agora para que o possamos fazer no depois.
“Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar”
Helen Keller
Porque é que me chamaste Liberdade?
Porque não sigo nem quero que me sigam? Porque não sabes o que estou a pensar nem o que vou escrever a seguir? Porque não tenho ‘opinião rígida sobre nada’? Porque sei que não sou infalível? Porque penso fora da caixa? Porque não suportaria ser igual a quem quer que seja? Porque procuro sempre não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos? Porque sei que a “liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre.” Porque não a procuro em nenhum modelo político, credo, dogma, conhecimento filosófico ou técnica psicológica? Porque são 20h e estou a pensar num certo bilhete para o filme do ‘Desassossego’? Porque me rio bastante e com frequência? Porque sei que sou respeitado por pessoas inteligentes como tu? Porque sou eu pa? :)
1 de outubro de 2010
I say one good thing, one good thing...
...when it hits you feel no pain
One good thing about music
When it hits you feel no pain
So hit me with music
Hit me with music now
Hit me with music, hit me with music
Bob Marley in 'Trenchtown rock'
1 de Outubro, Dia Mundial da Musica
24horas pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social
é uma iniciativa que pretende assinalar o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social.
No próximo dia 6 de Outubro 2010 vão decorrer em simultâneo várias actividades espalhadas pelo País promovidas por mais de 90 organizações com o objectivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade portuguesa para a problemática da pobreza e da exclusão social, enquanto efectivas violações dos mais elementares Direitos Humanos.
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