22 de junho de 2011

Esta noite tive um sonho...

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Céu baixo, grosso, cinzento // e uma luz vaga pelo ar // chama-me ao gosto de estar // reduzido ao fermento // do que em mim a levedar // é este estranho tormento // de me estar tudo a contento, // em todo o meu pensamento // ser pensar a dormitar. // Mas que há para lá do sonhar? (in 'Conta-Corrente 1')

Na noite passada sonhei com o autor do poema anterior. Nesse sonho o Sr. Vergílio Ferreira, que aparentava estar bem de saúde, entregou-me um livro de sua autoria. 

Mas o que é que o Sr. Vergílio quer de mim? Quer eu leia os seus livros? Quer que eu leia os livros de outros autores? Quer que eu leia simplesmente?

Exmo. Sr Vergílio António Ferreira,

Acordado ou a dormir, manifesto-me sempre como um grande sonhador // Sei que não tenho pinta de leitor // E como pode ver, falta-me a arte e o engenho para ser escritor... como o Senhor.

Obrigado pela sua ILUSTRE visita.

Day 18 Favourite Board Game

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 Se eu gostasse desse tipo de coisas seria de "Tábua Ouija" para cima!

7 de junho de 2011

nem Estado Providência nem Solidariedade Providência

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Bom dia, estou a telefonar a propósito de um anuncio que vi no jornal... e queria saber mais informações sobre as condições...
Bom dia, o horário é das 09h às 17h e o vencimento 750€ com Segurança Social...

Eu estou desempregad@ há 11 meses, tem sido complicado arranjar emprego e para agravar a situação, não estou a receber nenhum apoio da parte do Estado... No caso de eu ser seleccionad@, há alguma possibilidade de eu receber um pequeno adiantamento para poder comprar o passe?

Car@ senhor(a), 
Se você não tem dinheiro para os transportes não devia estar a responder a anúncios de emprego!

5 de junho de 2011

O 13º MÊS NÃO EXISTE.

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Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas... diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constrói mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar! 

*Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...* 

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira. 

Perguntarão porquê. 

Respondo: *Porque o 13º mês não existe.* 

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam. 

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores. 

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses. 

€ 700*12 = € 8.400,00 

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês. 

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00 

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário 
anual mais o 13º mês) 

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão. 

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo: 

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00. 

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal) 

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00. 

€ 175,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00 

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês 

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês? 

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham 
dado conta desse facto simples. 

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. 

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador. 

*Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.* 

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual. 

*Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.*

 Recebido no email

1 de junho de 2011

Caro Professor

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No 3º ano tentei ir sempre às suas aulas, confesso que o único apontamento que tirei foi a calendarização das frequências e exames, até porque em termos de matéria útil estava tudo na sebenta que o senhor elaborou e que nos aconselhou a comprar... Pronto, confesso que também não comprei a sua sebenta, porque constatei que estava tudo na Constituição da República Portuguesa e esse "manual" eu já tinha adquirido para a cadeira de Direito do 1º ano. Querido professor, hoje li palavras suas em toda a imprensa escrita, e, sem tirar valor nem veracidade às mesmas, tive vontade de regressar às aulas para finalmente tomar notas e participar qualitativamente. Estimado professor, se hoje tivéssemos coincidido na mesma sala de aula eu teria colocado o dedo no ar e feito o seguinte comentário: É isso e os coleccionadores de trens de cozinha que fazem biscates nas universidades públicas, deslocando-se em viaturas de gama alta, com direito a motorista fardado... Tudo pago pelo contribuinte. Prezado professor, não sou adivinho nem prevejo o futuro, mas aposto que me teriado "mandado" para a rua, com direito a processo disciplinar.