11 de novembro de 2010

Sete infinito e Azul de todas as cores

Durante a noite a matriz colorida da cosmicidade. Durante o dia a mesma matriz em forma de pessoas. É ilusão a forma que muitos assumem porque tudo se transforma enquanto vão subindo e abrem os olhos, esquecendo-se do quão colorido é a linguagem do silêncio. É possível ver a cor de um riso, de um choro sem chorar, de um chamado mudo, da raiva,  da tristeza, da depressão, do rancor, da falsidade, da ausência de luz - Não o(a)s julgues, no fundo tod@s ele(a)s sabem que ninguém consegue esconder algo que pertence ao Universo ao qual estamos todos ligados... no fundo sabem que nada te é tangente [...] Aproximamo-nos novamente da hora morte, de risadas à volta dos disparates que dissemos uns aos outros e  dos passos em falso que demos durante o dia. Voltamos ao que somos antes de recomeçarmos tudo de novo, em busca da perfeição. Poucos sabem que se morressemos mais vezes durante o dia, no final de tudo (que não será final coisa alguma) não precisaríamos de morrer mais - Morrer como morreste ontem de manha, para de seguida seguires o teu caminho consciente de que tudo passa e que o Universo estava a ser justo com aquela pessoa . Consegues seguir sempre porque és Sete infinito e Azul de todas as cores. E nunca te esqueces do caminho do coração (e não me estou a referir ao amar uma pessoa... falo do amar tudo, do simples ao complexo, do sólido ao liquido, do mineral ao orgânico, do "visível" ao invisível, da luz à escuridão). Sempre soubeste que a existência é efémera e que a essência é eterna.


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