Eu sou o cabrão que raramente está online. E o fdp (x3) que não atende chamadas telefónicas, nem mesmo quando tentam apanhar-me com o nº oculto. Mas essas (in)dispobilidades são para outras narrativas.
Chega ao seu destino e apronta-se para sair. Ergue o tronco, olha para a pessoa que faz a viagem sentada ao seu lado esquerdo e, com um sorriso, sem largar uma única palavra, demonstra que vai sair ali (a linguagem corporal é uma coisa fantástica!). A jovem senhora olhou para ele, sorriu e disse: "Estava ler o seu livro pelo canto do olho". Ele devolveu a prosa sorrindo: "Reparei nisso e durante 5 estações esforcei-me para não prejudicar o seu ângulo visual". Ela corou e de seguida perguntou-lhe se estava a gostar do livro - "Sim, bastante". Como faltava apenas um capitulo para terminar a leitura (o final já tinha sido descortinado há não sei quantas estações atrás), ofereceu-lhe o livro e seguiu o seu caminho. Mas no meio de toda essa disponibilidade e partilha gratuita, ele não se lembrou em momento algum que o livro não lhe pertencia. Agora pede todos os dias aos céus para que o/a (outrora) proprietário/a não se lembre de o pedir de volta.
Chega ao seu destino e apronta-se para sair. Ergue o tronco, olha para a pessoa que faz a viagem sentada ao seu lado esquerdo e, com um sorriso, sem largar uma única palavra, demonstra que vai sair ali (a linguagem corporal é uma coisa fantástica!). A jovem senhora olhou para ele, sorriu e disse: "Estava ler o seu livro pelo canto do olho". Ele devolveu a prosa sorrindo: "Reparei nisso e durante 5 estações esforcei-me para não prejudicar o seu ângulo visual". Ela corou e de seguida perguntou-lhe se estava a gostar do livro - "Sim, bastante". Como faltava apenas um capitulo para terminar a leitura (o final já tinha sido descortinado há não sei quantas estações atrás), ofereceu-lhe o livro e seguiu o seu caminho. Mas no meio de toda essa disponibilidade e partilha gratuita, ele não se lembrou em momento algum que o livro não lhe pertencia. Agora pede todos os dias aos céus para que o/a (outrora) proprietário/a não se lembre de o pedir de volta.
2 comentários:
já pensaste em escrever um livro??
Vês? ler é fx! Nem que seja para provocar estes momentos deliciosos... nunca me aconteceu nada do género... mas tu és tu... uma pessoa com uma aura magnética que puxa e abraça sem ninguém ver. Quanto às "(in)disponibilidades", aguardo essas "narrativas", caro anti-social ;)
boas leituras naR6.
ps: devias actualizar o blog todos os dias, pois é um prazer ler-te
abraço e um beijo.
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