Estar ali no meio deles é mais proveitoso do que qualquer 17 ou 18 numa frequência... lidar com eles é mais pedagógico do que assistir à aula de qualquer doutorado arrogante que nunca saiu do gabinete... Aquele entrar e sair de pessoas que muitos pensam não ter muito para dar... O misto de culturas, aquelas línguas todas... o indiano, o russo, o romeno, o paquistanês, o chinês, o guineense, o norte-coreano e o português esforçado do Andrej a dizer "mete mais, mais..." ...o eslovaco que todos os dias atravessa a cidade a pé para estar lá à hora de almoço (e mesmo assim é dos primeiros a chegar e dos últimos a sair). A luta que é conseguir fazer com que o Paramijit tome banho e faça a barba que o protege nas noites frias da cidade, o respeito que todos têm pela Irmã Celeste... o ir e voltar no dia seguinte sabendo que há sempre prato para mais um.
Duas horas semanais em que consigo libertar este não sei o quê me impede de ser verdadeiramente humano a tempo inteiro, mas não o faço por mim, faço-o por todos eles e por quem nada faz.
2 comentários:
Emocionei-me ao ler o teu relato!
Tb estive aí... tb aí aprendi mais do que em 4 anos de teorias universitárias.
Aquele refeitório improvisado aqo serviço do amor ao próximo. A Irmã Celeste ficará sempre no meu coração como um dos exemplos de bons samaritanos que há na terra.
Onrigada por me relembrares disso. Aguardo-te no domingo.
É por isto que eu de admiro mto!!!!
bjoo*
Li
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