18 de novembro de 2009

E se eu, na plenitude das minhas faculdades mentais, vos confidenciasse que a morte não existe... que o descanso eterno também não existe... que depois desta vida não existirá outra porque a vida é una e nunca cessa... que não há recomeços do zero... que o que fizermos hoje não se irá apagar nunca... que a nossa evolução individual depende da evolução de todos os que nos rodeiam e vice-versa... que o estamos a fazer neste preciso momento está a afectar a evolução de alguém algures no universo... que a causa-efeito não é uma probabilidade estatística mas sim uma lei universal... que a vida é mesmo uma escola que iremos frequentar até aprendermos todas as lições, custe o que custar... que nada nem ninguém nos irá julgar a não ser a nossa própria consciência quando se sincronizar com a unidade temporal do infinito... que toda a matéria tem um lado imaterial influenciável negativa ou positivamente, de acordo com pensamentos e acções... que perdoar é mesmo divino... que amar e servir o próximo não deve ser um simples acto mas sim uma conduta gratuita e incondicional... que todos nós estamos condenados a sermos felizes, uns chegam lá mais rápido do que outros, mas todos chegaremos lá... que nada acontece por acaso, a providência existe no lugar da coincidência... e que existe uma Força que faz com que tudo isto aconteça.

Poucos ligariam a isso, porque o Homem é tão egocêntrico, tão orgulhoso, tão dono do seu nariz e tão competitivo que é incapaz de ousar pensar na possibilidade de existir algo que não possa controlar... algo com o qual não se possa equiparar... algo que não seja passível de ser adquirido através de um Oferta Pública de Aquisição ou por confronto físico. O Homem receia tudo o que não esteja ao seu alcance e compreensão e que tenha valor para o expropriar do cadeirão do Poder e do Conhecimento Absoluto.

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