13 de março de 2010

Le Chaier Noir 1: Cartas com manchas de chocolate.

Nunca disseste a ninguém que o facto deste blogue existir deve-se a esta mulher. As primeiras e últimas linhas pertencem-lhe porque contigo cresci o que me faltava crescer, inspiraste-me a ver o mundo de outra forma e a agir sobre ele sem medo de alterar a ordem das coisas. Com ela aprendeste que a "caneta é mais forte do que a espada" e que uma ideia na cabeça não é mais do que uma ideia à espera de concretização. Conheceram-se numa fase em que ambos precisavam de um abanão, os vossos caminhos tinham de se cruzar ali, naquele ano, daquela forma e ambos sabem muito bem que nada do que aconteceu foi obra do acaso. Foram momentos que marcaram de forma decisiva o rumo que as vossas vidas tomaram. Tu conseguiste mostrar-lhe o que ela realmente é e ela fez-te ver a pessoa que queres ser. Sempre admiraste a forma apaixonante como ela se entrega a cada desafio… Ninguém lhe pode acusar de não se esforçar, embora aches que por vezes ela se esforça em demasia e que devia deixar as coisas acontecerem... Mas ela é assim mesmo, uma mulher com KA no BA, movida por sonhos e emoções fortes. Tão diferentes e tão iguais: Se ela esconde as suas fragilidades numa beleza única, tu remetes as tuas potencialidades a uma mudez muito parecida com silêncio... Mas se tu és a Miss Mellow, eu sou o Mister Mellow e ambos sabemos que este mundo é demasiado curto para o nosso tamanho. Ela foi a primeira a ler-te em cartas com manchas de chocolate que escrevias na tua cabeça antes de adormeceres. Hoje olhas para trás e orgulhas-te da evolução que tiveram juntos. Embora distantes um do outro, as vossas vidas caminham paralelamente, preto na branca, branca no preto... a mesma a quem tu dedicaste como Kool. Quando ela te pergunta quem é o homem da vida dela tu respondes que és tu: Vai ser para mim que vais telefonar às duas da manha, sempre - Hoje eu podia ter telefonado a outra pessoa... - Não. Ontem podias ter telefonado a outra pessoa, mas hoje é a mim que queres ouvir e sabes muito bem porquê... as tuas insónias sempre foram as minhas. Mas ontem não estavas acordado quando ela te telefonou, pela primeira vez não lhe disseste o que ela precisava porque já não precisas de me ouvir tantas vezes, tens de aprender a ouvir-te a ti mesma e a preocupar-te menos com o que vai acontecer amanha. Ela sabe que não deve julgar o teu silêncio de dias, semanas ou meses, porque a tua ausência é ilusão e que na verdade tu estás sempre por perto... E tu sabes que ela nunca te deixará ir embora porque ela gosta do que és e do representas.

3 comentários:

Carina disse...

Caro amigo, queria desde já deixar aqui a minha agradável surpresa perante esta vaga que te abraçou, e por abrires o teu coração assim. :)
Quem te viu e quem te vê.

Bj grande...with all my support :D *

nar6 disse...

Sem sentimento ou qq tipo de afecto não há humanidade. O coração esteve sempre aberto. O caderno é que esteve fechado a estranhos.

Carina disse...

Sim, claro. Nem que sejas movido por um qualquer sentimento de negativismo...
Agora vai-se gerar um novo tipo de público do teu blog-sitio para acompanhar o desenrolar de toda esta história. Sabes que o país gosta disso.. ;)

* K.