1 litro de milho partido
1/4 litro feijão-catarino
1/4 litro feijão fava
200g couve
3 batatas grandes
3 cenouras
3 tomates
2 cebolas grandes
2 cebolas grandes
alho
1/2 frango
1/2kg entrecosto
1/2kg chispe
1/2kg carne bovina
1 orelha de porco
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue
200g bacon
1/2 litro de vinho branco "vagabundo"
azeite
vinagre
sal
pimenta
louro
colorau
Dois tachos porque os tempos de cozedura são diferentes: milho e feijão para um lado, carne e afins para o outro. Legumes em standby.
Em casa sempre aprendi que o tempero é tudo! Se o tempero for bom podem dar-vos a comer bife de pedra e no final vão lamber as beiças como se tivessem acabado de comer bife de cavalo.
Umas horas antes os meus assistentes lavaram a carne, colocaram-na no tacho maior e temperaram com sal, alho, colorau, louro, pimenta, vinagre e vinho vagabundo. Nota: Passo sempre a carne por água, recuso-me a comer carne peganhosa, com muco e rastos biológicos de coisas que não pertençam à natureza da carne propriamente dita.
Sete da tarde. Comecei a cozinhar a carne com um refogado simples, depois inundei o tacho, acrescentei cebola, tomate e reequilibrei o tempero. Meti o milho e o feijão na panela de pressão, temperado com alho, louro e azeite. O processo de partir o milho é agressivo a modos que convém lavar para limpar a "poeira". O feijão idem. Outra: o milho tem tendência a ficar grudado no tacho, por isso, nunca se esqueçam de meter o feijão por baixo e o milho em cima. Cozer o milho e o feijão na panela de pressão demora +/- 40 minutos.
O ingrediente indispensável:
Há quem diga que sem milho não há cachupa. Eu digo que sem Boa disposição não há milho, nem cachupa. O resultado tem de reflectir o estado de alma. Cachupar é um evento social e se for possível a cozinha deve ter lotação esgotada! Todos a olhar para os dotes do cozinheiro; todos a gingar e a criolar ao ritmo do som que sai da tecnologia stereográfica, que no nosso caso é e será sempre:
Já está tudo cozinhado? Então é hora de dar corpo à cachupa propriamente dita! Porque é que meti a carne no tacho maior? Para lhe juntar o milho o feijão, subir o molho espectacular que já temos e consolidar tudo com cenoura, batata, cebola, couve e o bacon que entretanto estava triste e só no frigorífico. Prova-se o molho, acrescenta-se o que falta (um cubinho de knorr resulta sempre) e deixa-se apurar por alguns minutos.
Uma sugestão: Quando estiver pronto, tira-se a chouriçada (que não espedaçámos!), corta-se e sem perda de molho coloca-se novamente no tacho.
Pronto a servir!
“Cachupa à Narcissus não é rica nem pobre, é Cachupa classe-média, livre de impostos”
in Diário Económico
in Diário Económico
Há quem diga que a melhor parte da cachupa vem depois... O “Day after”, quando já não há carne e o milho absorveu o molho. Fazendo jus à tradição e encarnando um espírito green e responsável, a primeira refeição do dia será feita com os restos póstumos da cachupada da noite anterior. A cena é ressuscitar os restos mortais do falecido através de um refugado e da junção do ovo estrelado, de preferência mal passado (ké pa termos molho pá) E se houver uma linguiçazinha la gó ki xá ta bira café!!!
Lagos, 28 de Agosto de 2010
“A Cachupa é um prato sustentável”
in www.atitudessustentaveis.com
in www.atitudessustentaveis.com
AGORA QUE JÁ CAPTEI A VOSSA ATENÇÃO
Para muitas pessoas, hoje não é o Dia Mundial da Alimentação: é mais um dia sem alimentos. Apesar de o número de pessoas que passam fome ter baixado em relação ao máximo histórico de um bilhão atingido no ano passado, há ainda 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Esta situação lembra-nos constantemente que os sistemas alimentares mundiais não estão garantindo a segurança alimentar dos membros mais vulneráveis da sociedade.A meta relativa à fome, estabelecida no primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome, até 2015 – é um pilar do qual depende a realização de todos os objetivos. Quando as pessoas passam fome, não podem quebrar as correntes que as mantêm na pobreza e estão mais expostas às doenças infecciosas. As crianças que sofrem de fome não têm possibilidade de crescer, de aprender e de se desenvolver.Só este ano, o terremoto no Haiti, a seca no Sahel e as enchentes no Paquistão fizeram milhões de pessoas entrarem numa situação de fome que põe em risco as suas vidas. A crise alimentar e financeira continua afetando as pessoas mais vulneráveis de todo o mundo. Os preços dos alimentos mantêm-se voláteis e alcançaram, recentemente, o nível mais elevado dos últimos dois anos. Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon



6 comentários:
Excelente!!!
Essa cachupa deu para quantos? Meu caro, tu estás pronto para casar! é que até o simples do ovo estrelado está com bom aspecto !!
Obrigado ;)
Nessa noite estiveram à mesa 15/16 pessoas. O que sobrou deu para uns 10 "day after".
fui a única que li sobre a cena de milhares pessoas passarem fome??
Bem, isto é uma coisa fantastica!
Não posso mais esperar...
Ora aqui esta um post que eu chamo agri-doce.
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