Os que olham de lado para este movimento afirmam que reivindicamos para nós mesmos tudo aquilo que criticamos. Eu não reivindico uma "zona de conforto" ad eternum até porque gosto de me sentir livre, gosto de desafios e isso não combina com o comodismo que um "emprego para a vida" proporciona. Os nossos pais vivenciaram e participaram numa revolução, mas não conseguiram fazer mais porque estiveram sempre demasiado ocupados a criar, educar e a preparar toda uma geração para o futuro. Graças aos sacrifícios que fizeram por nós, hoje somos a geração com mais qualificações da história deste país, temos conhecimentos e instrumentos mais do que suficientes para lutar por um país melhor. Acima de tudo, temos a liberdade para refutar tudo aquilo que não nos serve. No próximo Sábado não há desculpas para ficar em casa no país onde os bancos são resgatados da bancarrota enquanto a maioria dos cidadãos apenas sobrevive. Não vou ficar em casa porque a crise financeira e a crónica falta de crescimento económico não explicam o rumo que Portugal tem seguido. Vou participar no Protesto da das Geração Gerações à Rasca porque não consigo ficar parado/calado enquanto o país é gerido com os 4 Poderes unidos pela "Lei de Ferro da Oligarquia". Não penso em faltar porque tenho amigos que estão tão enrascados que não vão poder estar presentes. Vou descer a Avenida porque não estou de acordo com políticas que promovem muito Estado para a Economia e pouco Estado para o Cidadão. Não quero que o Estado providencie para mim, quero condições para poder providenciar para mim. Quero ter a liberdade e condições para crescer e evoluir no país que me formou e onde me tornei pessoa... Quero ser livre e sentir-me valorizado no meu país, junto dos meus amigos e da minha família.
Para os que dizem que esta manifestação não vai dar em nada: folheiem qualquer jornal e contem as frequências das palavras "juventude", "rasca" e "precariedade". Faltam dois dias e muita gente já se sente incomodada.
Abraços e Beijinhos (em especial para @s amig@s que se viram forçad@s a emigrar)
Abraços e Beijinhos (em especial para @s amig@s que se viram forçad@s a emigrar)
2 comentários:
Nos k emigramos e sentimos imensas saudades de portugal... e morremos de vontade que as coisas mudem para podermos voltar.
Pena não estar aí e não ter podido participar! Já vi que a adesão foi bastante mais do que esperava do nosso povinho acostumado a acompanhar tudo pela tv na comodidade do sofá, alegra-me :) beijo*
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